Qua, 06 de Março de 2013 21:39

Sindicatos ganham apoio de Richa para alteração na MP dos Portos


O governador Beto Richa disse nesta quarta-feira (06/03) que não concorda com o texto da Medida Provisória 595 (MP dos Portos) porque ela transfere do Governo do Paraná para a União o controle sobre os projetos de expansão do Porto de Paranaguá.
“Um erro tremendo, que trará prejuízos irreparáveis ao Paraná. Os especialistas afirmam que o governo federal terá dificuldades até para fazer as licitações. Uma medida que desagrada a todos, com a única intenção de centralizar o poder”, disse o governador.
A declaração foi dada durante reunião com dirigentes paranaenses da União Geral dos Trabalhadores (UTG), que pediram apoio a Richa para que haja mudanças na MP, que propõe um novo marco regulatório para o setor portuário. Os sindicalistas sustentam que com a aprovação do texto original os portuários (estivadores, carregadores, ensacadores, entre outros) perderão conquistas como o piso salarial e o plano de saúde.
Para os sindicalistas as mudanças são necessárias e devem ser discutidas com os trabalhadores. Hoje, as contratações são realizadas via OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra). “Depois de anos de lutas, a iniciativa privada entrará nos portos sem nenhum compromisso com os trabalhadores, podendo contratar funcionários com salário mínimo e sem pagar os benefícios. Nós não aceitamos isso, e pedimos o apoio do governador”, disse o presidente da UTG Paraná, Paulo Rossi. A entidade representa 800 mil trabalhadores.
CONTRA - Richa garantiu que convocará a bancada paranaense no Congresso Nacional e que levará o assunto para o encontro de governadores que será realizado em Brasília na semana que vem. “Contem com nosso apoio. Sou totalmente contra a essa Medida Provisória que prejudica os trabalhadores portuários e restringe a atuação do governo estadual no Porto de Paranaguá”, disse o governador.
O governador afirmou que o Paraná tem um grande plano de investimentos para o porto, que ficará comprometido com a aprovação da proposta. Ele lembrou ainda que no ano passado o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá bateu recorde de movimentação. “Resultado dos investimentos de ampliação e dragagem dos berços de atracação que realizamos, mas, sobretudo, da gestão eficiente e moderna que temos atualmente no porto de Paranaguá”, disse o governador.
Paulo Rossi disse que a medida provisória é uma justificativa da União para privatizar os portos brasileiros. Ele criticou ainda o governo federal pelo corte de repasses aos estados. “Nós sabemos que quem paga o pacote de bondade da União são os estados brasileiros”, afirmou.
CONSELHOS – Durante a reunião, os integrantes do UTG agradeceram o governador pela criação da lei que institui 10 de maio como o Dia do Sindicalista do Paraná. “Fomos o primeiro Estado a ter um dia em nossa homenagem. Uma prova da gestão democrática e de que somos respeitados no Paraná”, disse Walter Cezar, presidente da Força Trabalhista do Paraná (Fotrapar).
Paulo Rossi solicitou ainda ao governador que as empresas públicas, como Sanepar, Fomento Paraná e Copel, mantenham representantes dos trabalhadores nos conselhos. “Assim como as entidades patronais, gostaríamos de participar das reuniões que definem o desenvolvimento das empresas”, disse ele. O presidente da entidade defendeu que o Estado estenda aos mototaxistas as linhas de créditos oferecidas aos taxistas pela Fomento Paraná.




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