domingo, 24 de março de 2019


Sáb, 04 de Maio de 2013 14:30

Chamada de baleia, não processou ninguém, foi tratar de emagrecer


Nem remédios, nem cirurgia bariátrica: tudo que a carioca Nayane Vaillan precisou para perder quase 50 kg em menos de um ano foi um “esculacho” de um médico. Passado o trauma, hoje ela diz que vive uma vida de “rainha”, e está muito mais saudável.

O problema começou ainda na infância e se tornou um tabu para a jovem, que está com 23 anos. “Desde pequena, sempre fui gordinha”, contou. “Eu detestava que falassem do meu corpo. Até perdia a amizade”, admitiu.

Nayane não gostava de se pesar, e nem sabe com quantos quilos estava quando começou a dieta. Quando conseguiu encarar a balança, já tinha emagrecido um pouquinho – a medir pelas roupas, segundo ela – e, mesmo assim, estava com 119 kg. Hoje, ela está com 72 kg, bem mais compatíveis com seu 1,70 m.

‘Meu braço parecia uma coxa’
“Eu achava que não tinha como perder tudo. Meu braço parecia uma coxa”, reconheceu Nayane. “Todo mundo achava que eu estava grávida, até fiz os exames, porque minha barriga estava pontuda”, lembrou.

A gota d’água veio depois que ela resolveu operar de varizes que tinha na perna. Para fazer a cirurgia, Nayane precisou passar por uma bateria de exames, que indicaram que as taxas de colesterol e açúcar no sangue estavam acima do ideal, assim como a pressão arterial. A cirurgia foi feita, mas ela precisou ir se consultar com um cardiologista.

Foi esta consulta que mudou a vida de Nayane. “Ele disse: ‘você está assim porque está uma baleia. Assim você vai morrer’. Saí arrasada”, admitiu.

Na época, ela não sabia que as palavras grosseiras eram tudo que seus pais queriam que acontecesse, pelo bem da saúde de Nayane. “Eles torciam para eu encontrar um médico que me esculachasse”, contou.

Cheirando paçoca
A primeira reação de Nayane foi pesquisar na internet sobre a cirurgia bariátrica, mas os custos ficariam acima do que ela tinha disponível para gastar. O jeito foi encarar o modo tradicional, com dieta e exercícios. “Eu já sabia o caminho de tudo o que tinha que fazer, só não fazia porque era muito difícil”, disse.

A dieta começou em junho, mês de festas que trazem tentações doces à mesa. Nayane se lembra de um episódio em que pegou um pote de paçoca nas mãos, cheirou o doce, mas resistiu e jogou fora. “O cheiro valeu tanto a pena que eu ficava me perguntando ‘será que eu comi?’”, contou.

A dieta foi dando resultados. No primeiro mês, perdeu 10 kg. No quarto mês, já estava 30 kg mais magra. E o registro da melhora não veio só na balança, mas também no guarda-roupa. As calças passaram do 52 para o 40, a aliança teve que ser apertada e até os sapatos diminuíram – do 40 para o 38.

Mais importante ainda, ela resolveu os problemas de saúde ligados à obesidade. Tanto o colesterol quanto o açúcar no sangue e a pressão arterial voltaram para dentro dos limites recomendados pelos médicos.

‘Virei rainha’
O emagrecimento também melhorou a autoestima da carioca. Agora, ela está mais vaidosa, anda mais bem vestida e maquiada, e diz que algumas pessoas a param na rua para perguntar se é ela mesmo. “Parece até que eu virei rainha”, brincou.

O caso mais emblemático aconteceu com uma vizinha que não a reconheceu. Depois de vê-la com o marido – com quem Nayane já era casada antes da dieta –, a vizinha comentou que “ele era casado com uma gordinha e trocou ela por você”.




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