Qua, 10 de Julho de 2013 07:34

Senado se nega a aprovar proposta que reduz número de suplentes de senadores



O plenário do Senado Federal não aprovou, na noite passada, o texto que propunha alteração na Constituição Federal, reduzindo de dois para um o número de suplentes de senadores.

A PEC 37/2011, de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), proibia também qualquer tipo de relação de nepotismo na chapa de senador. Pela proposta, cônjuge e parentes consanguíneos, até segundo grau ou por adoção, não podem ser suplentes.

Junto com a proposta de Sarney, os senadores também apreciaram a PEC 55/2007, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que estabelece eleições diretas para os suplentes de candidatos ao Senado.

A sugestão era de que os suplentes também fossem escolhidos de forma direta pela população durante as eleições, e não eleitos automaticamente junto com o senador, como acontece atualmente.

Suplicy, em seu discurso na tribuna do Senado para defender a PEC, lembrou as manifestações populares que tomaram conta das principais cidades do País no mês passado. Para ele, estabelecer eleições direta para suplentes é uma forma de aumentar a representatividade do povo.

— A população quer mudança de estrutura, de postura política, de tudo que não respeita a grandiosidade do nosso povo. [...] Vamos tomar as boas ideias das ruas propostas. O eleitor deve ter o direto de escolher quem será o seu representante.

Mas o senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi um dos que se posicionaram contra o projeto. Segundo ele, a proposta tira do povo a opção de escolher se quer ou não a esposa ou o irmão do senador com suplente.

Para o parlamentar, a votação é uma reação “irracional” do Senado ao grito das ruas.

— Mulher não pode, mas namorada pode? Financiador de campanha pode? [...] Fica aqui o meu conselho: não case com a sua mulher e não registre o seu filho.

Casos recentes

Um dos casos mais recentes em que o suplente precisou assumir o mandato do senador titular foi o do substituto de Demóstenes Torres.

O ex-senador goiano foi cassado pelo plenário do Senado em julho do ano passado, acusado de participação no esquema de jogos ilegais do bicheiro Carlos Cachoeira.

No lugar dele, assumiu o primeiro suplente, Wilder Morais (DEM-GO). Ele, que é um bem sucedido empresário em Goiás, foi o primeiro marido de Andressa Mendonça, atual mulher de Cachoeira.

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