Qua, 10 de Julho de 2013 18:33

Ministro Amorim (ele existe!) fala sobre denúncias de espionagem


O ministro da Defesa, Celso Amorim ressaltou hoje que a “fragilidade” e a “vulnerabilidade” do sistema cibernético não são peculiaridades do Brasil, mas de vários países. Amorim lembrou que a Alemanha também denuncia ter sido alvo de espionagem por agências norte-americanas. Para ele, um dos mecanismos que contribuirão para o controle é o lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro.

“O Brasil não foi o único [pego de surpresa], a Alemanha e outros países também informaram [sobre as denúncias de espionagem”, disse Amorim, no Senado. “Por isso o satélite geoestacionário é uma prioridade e será dedicado às comunicações de defesa.”

O primeiro satélite geoestacionário do Brasil pretende aumentar a capacidade de comunicação no país. A expectativa é ampliar o acesso à internet. A previsão é que ele seja lançado em 2014. Amorim não mencionou uma data específica para o lançamento.

O satélite não é fabricado no Brasil, mas será operado pela Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras), vinculada ao Ministério das Comunicações, na tentativa de aumentar o controle brasileiro sobre o serviço, algo considerado essencial para a segurança nacional.

Amorim, os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e José Elito Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional, GSI) participam de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre as denúncias de espionagem de cidadãos brasileiros por agências norte-americanas.

Reportagens publicadas no jornal O Globo informam que por intermédio do acesso a dados obtidos pelo norte-americano Edward Snowden, que trabalhava para prestadora de serviços para a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, há indicações de que cidadãos brasileiros tenham sido monitorados.

As reportagens mostram ainda que havia uma espécie de escritório da NSA em parceria com a Agência de Serviço de Inteligência norte-americana (CIA) em Brasília. O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, negou a veracidade das informações, mas se comprometeu a investigar as denúncias.




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