Qui, 11 de Julho de 2013 12:46

Para Bernardo espionagem é coisa banal: 'Sabemos que existe'


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira (11) em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que "não há novidade" sobre a existência de casos de espionagem internacional.

No domingo, reportagem do jornal “O Globo” revelou que, na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês) por telefonemas e e-mail.

“Sabemos que existe, mas isso não quer dizer que achamos que tem que aceitar”, declarou o ministro ao falar aos senadores sobre casos de espionagem internacional pelo mundo. De acordo com o ministro, “a grande novidade” é o fato de Edward Snowden, um ex-funcionário de empresa que presta serviço para a Agência Norte Americana de Inteligência (CIA, da sigla em inglês), ter feito denúncias.

“Notícias a respeito de monitoramento em massa, sistema de escuta telefônica ou interceptação de dados, e-mails, acontecem há muito tempo em publicações alternativas ou mesmo em grandes veículos da mídia internacional. Acho que todos nos acompanhamos isso achando que não há novidade a respeito disso”, afirmou Bernardo.

Nesta quarta, também em audiência no Senado, o ministro da Defesa, Celso Amorim, disse haver “vulnerabilidade” nos sistemas de proteção cibernética no país. O ministro chegou a a afirmar que não usa e-mail para tratar de assuntos importantes. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, informou que o governo estuda levar as denúncias de espionagem para discussão em fóruns internacionais.

Ao longo da semana, o governo anunciou medidas para apurar as denúncias de espionagem no Brasil pelos Estados Unidos. Além de convocar o embaixador norte-americano em Brasília, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos sobre o caso, o governo anunciou a criação de um grupo técnico interministerial para realizar investigações e a abertura de inquérito pela Polícia Federal. O caso também é investigado pela Anatel.

O ministro disse ainda que acha "difícil" que empresas brasileiras tenham participado da espionagem. “Caso empresa ou pessoa brasileira tenha ajudado, cometeu crime. Isso está na legislação [...] “Acho difícil que empresas brasileiras estejam envolvidas, porque provavelmente teria sido vazado há muito tempo. Agora, se houve, temos que investigar isso”.

Bernardo reiterou o que já havia sido dito na quarta-feira por Patriota, que é preciso levar a discussão das regras da internet em âmbito global. “Nós precisamos de tratados internacionais sobre isso [regras da internet]. O que temos observado é que os Estados Unidos sistematicamente se recusam a discutir sobre isso”, afirmou.




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