Sex, 17 de Junho de 2016 12:40

Requião também está na ‘folha das empresas corruptoras...


 

A divulgação da íntegra da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revela que os repasses relatados por ele para a campanha do senador paranaense Roberto Requião (PMDB) fez parte de um “pacote” de R$ 40 milhões de recursos para as campanhas de diversos senadores do PMDB, pelo grupo JBS, que teria sido intermediado pela direção nacional do PT. No depoimento, Machado relata reuniões na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), nas quais os repasses teriam sido combinados.

“QUE ouvi falar nas reuniões na casa do Renan, não me lembro ;por parte de quem, que nas eleições de 2014, o PT nacional ofereceu apoio de R$ 40 milhões ao PMDB do Senado; QUE essa doação seria feita por meio da JBS; QUE encontrei uma vez na casa do Renan o diretor da JBS, FRANCISCO DE ASSIS E SILVA; QUE nesta oportunidade, o diretor da JBS comentou comigo que vinha ajudando em diversas campanhas políticas; QUE, no que diz respeito ao PMDB, seriam contemplados por doações da JBS a diversos Senadores: RENAN CALHEIROS, JADER BARBALHO, ROMERO JUCÁ, • EUNÍCIO OLIVEIRA ,VITAL DO REGO, EDUARDO BRAGA, EDISON LOBÃO, VALDIR RAUPP, ROBERTO REQUIÃO e outros; QUE o apoio financeiro do PT foi um dos fatores que fizeram com que MICHEL TEMER reassumisse a presidência do PMDB, visando controlar a destinação dos recursos do partido”, afirma um dos trechos da delação.

Em outro trecho, quando foi instado a detalhar o chamado “JBS ACORDO PMDB-PT”, o ex-presidente da Transpetro explica novamente com o foi a negociação.

“QUE o depoente ouviu de diversos Senadores nas reuniões na casa do Renan que o grupo JBS iria fazer doações ao PMDB, a pedido do PT, na ordem de R$ 40 milhões; QUE essa informação foi posteriomente confirmada ao depoente pelo Diretor de Relações Institucionais da JBS, ou seja, que este grupo empresarial iria fazer doações no valor de R$ 40 milhões à bancada do Senado do PMDB, a pedido do PT, nas eleições de 2014; QUE esse valor era apenas para a bancada do Senado; QUE essa doação seria fei por meio da JBS”, explica o delator

“QUE, no que diz respeito ao PMDB, seriam contemplados por doações da JBS diversos Senadores, dentre os quais: RE AN CALHEIROS, JADER BARBALHO, ROMERO JUCÁ, EUNÍCIO OLIVEIRA, VITAL DO REGO, EDUARDO BRAGA, EDISON LOBÃO, VALDIR RAUPP, ROBERTO REQUIÃO e outros; QUE não sabe dizer quem do PT receberia esse apoio da JBS; QUE essa informação chegou ao conhecimento da bancada do PMDB na Câmara; QUE bancada da Câmara foi se queixou a MICHEL TEMER; QUE esse fato fez com que MICHEL TEMER reassumisse a presidência do PMDB visando controlar a destinação dos recursos do partido; QUE o depoente não sabe dizer se o grupo JBS obteve algum favorecimento em troca dessa doação”.

A prestação de contas da campanha de Requião para o governo do Estado em 2014 aponta três doações da JBS, no valor total de R$ 2,4 milhões. A primeira, de R$ 500 mil, através da direção nacional do PMDB; a segunda, de R$ 400 mil, da campanha de Michel Temer à vice-presidência; e a última, de R$ 1,5 milhão, diretamente pela JBS.

O advogado do senador diz que as doações foram legais e registradas. “Não há nada de ilegal. Essa específica junto ao JBS foi um encaminhamento feito pelo Diretório Nacional do PMDB. Nós inclusive não tivemos que ter contato com ninguém da empresa. Não houve nenhuma conversa da campanha com a empresa. O que houve foi é uma doação que foi feita, uma espécie de doação ‘guarda-chuva’ que foi feita por esta empresa para o PMDB nacional que distribuiu esses recursos licitamente para as campanhas dos candidatos a governador do PMDB. Totalmente declarados, sem nenhuma ilegalidade”, afirmou ele à rádio CBN.

“O próprio Sérgio Machado, pelo que eu pude ler na sua delação, não fala que esse dinheiro é ilícito. Não diz que isso é fruto de propina, de corrupção. E um repasse de uma empresa que foi feito pelo PMDB nacional que distribuiu esses recursos de acordo com o que entedia que era o necessário. E essas doações são absolutamente legítimas. Não há nenhum problema nelas”, argumenta.

Na delação, Sérgio Machado afirma que mesmo as doações feitas de forma legal e registradas oficialmente tinham como origem propinas cobradas de empresas que mantinham negócios com o governo e estatais. Segundo ele, os políticos destinatários desses recursos tinham conhecimento disso.




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