Qui, 14 de Julho de 2016 12:05

Auditores da Receita exigem reajuste salarial e paralisam atividades no PR


Dezenas de auditores da Receita Federal no Paraná paralisaram as atividades nesta quinta-feira (14). Servidores de Foz do Iguaçu e Guaíra, no oeste, e Maringá, no norte do estado, aderiram ao movimento e não estão realizando fiscalizações ou liberando cargas.

A mobilização ocorre em apoio ao movimento nacional da categoria, que fará greves duas vezes por semana, às terças e quintas, em resposta ao atraso do governo em enviar um projeto de lei ao Congresso para reajustar os salários da categoria. A mobilização conta com cerca de 90 auditores fiscais da região.

Na fronteira, a paralisação afeta principalmente a liberação de cargas para importação e exportação no porto seco, que é considerado o segundo maior do país.

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), em dias normais, a Receita costuma liberar cerca de 400 a 500 caminhões por dia. Com a paralisação, este número deve ser reduzido em pelo menos 50%.

A paralisação tende a aumentar o número de veículos parados no estacionamento do porto. Por conta disso, caminhões que vêm da Argentina e do Paraguai podem ter dificuldades para cruzar a fronteira e liberar as cargas.

De acordo com o sindicato, a mobilização também atingiu a Operação Muralha. A barreira para o reforço na fiscalização e no combate ao contrabando e ao tráfico de drogas e armas na região da fronteira, montada na praça de pedágio da BR-277 em São Miguel do Iguaçu, foi temporariamente desativada nesta quinta. A ação é realizada em conjunto com outros órgãos de segurança desde o dia 2 de maio.

Até segunda-feira (11), haviam sido tirados de circulação durante a operação o equivalente a mais de R$ 7 milhões em mercadorias contrabandeadas, 149 veículos, 3,7 toneladas de maconha, 7,5 kg de cocaína, 4,5 kg de crack, 1,1 kg de haxixe, quase 370 mil frascos e comprimidos de anabolizantes, 1,4 mil cartuchos de munição, 31 armas e 23 carregadores. No total, 80 suspeitos foram presos.

A assessoria de imprensa da delegacia da RF em Foz do Iguaçu informou apenas que houve uma "mudança de estratégia" e que, apesar da desativação da barreira, a operação continua com a atuação de equipes volantes e o apoio das instituições envolvidas na operação.

Em Guaíra, as cargas que chegam pelo porto também não estão sendo liberadas. Conforme a categoria, apenas mercadorias perecíveis serão autorizadas a passar pela fronteira.

A mesma situação ocorre em Maringá, no norte do estado. Nenhuma fiscalização será realizada nesta quinta-feira, e as cargas que chegam pelo porto seco também não serão liberadas. 

"A mercadoria ficará nos vagões de trens. Todos os auditores da delegacia pararam, a unidade só está atendendo o público, outros serviços estão paralisados", diz o presidente do sindicato dos auditores em Maringá, Hércules Maia Kotsifas. (Do G1/PR)




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