domingo, 18 de agosto de 2019


Ter, 19 de Julho de 2016 12:15

De domiciliar para fechada: destino de Reni Pereira


O Ministério Público Federal (MPF-PR) protocolou nesta segunda-feira (18) um pedido para que o prefeito afastado de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Reni Pereira (PSB) cumpra prisão preventiva em uma unidade prisional. Reni está em prisão domiciliar desde quinta-feira (14), quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a quarta fase da Operação Pecúlio.

Segundo o PF e o MPF, o prefeito vinha liderando um esquema de corrupção por meio de fraudes em licitações para a contratação de obras e serviços na área de saúde. Segundo levantamento inicial da Controladoria-Geral da União (CGU), o prejuízo com os contratos fraudulentos passa de R$ 4 milhões.

No pedido, a procuradora regional Antonia Leila Neves Sanches aponta que Reni Pereira não preenche nenhum requisito que justifique a prisão domiciliar. “Conforme se observa dos novos requerimentos formulados pelos demais presos da Operação “Pecúlio”, a manutenção da prisão domiciliar do chefe e principal beneficiário do esquema criminoso já está causando e causará inúmeros tumultos e demoras na instrução processual, em razão de impertinentes e reiterados pedidos de tratamento igualitário entre todos os acusados.”

Ao solicitar que a decisão sobre a prisão domiciliar seja revista, a procuradora lembra ainda que “o atestado médico datado de 08/07/2016, anexado aos autos pela defesa, no qual consta estar o investigado em tratamento psiquiátrico não se sustenta, haja vista que Reni Clóvis de Souza Pereira foi preso às 11:50 horas, do dia 14/07/2016, em seu gabinete, na sede da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu/PR, no pleno exercício do cargo de Prefeito de Foz do Iguaçu”.

O advogado Hussein Mohamad Cheaito informou que por enquanto está analisando o pedido do MPF e que só depois deve se pronunciar.

Investigações e prisão
Segundo as investigações iniciadas ainda em 2014, foram desviados mais de R$ 4 milhões em recursos destinados a obras e a serviços de saúde na cidade. Valor equivalente deve ser ressarcido por quatro empreiteiros que fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O dinheiro deve ser devolvido no prazo máximo de três anos.




Twitter - Políticos

Jair Bolsonaro


Ratinho Junior


Rafael Greca


Álvaro Dias


Flavio Arns


Professor Oriovisto Guimarães

S5 Box