Sáb, 23 de Julho de 2016 14:30

Moro diz em processo que não se considera suspeito para julgar Lula

"Eles" e o magistrado.,.. "Eles" e o magistrado.,..


juiz federal Sérgio Moro se manifestou nesta sexta-feira (22) sobre o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pedia ao magistrado para que se considerasse suspeito para julgar os processos envolvendo a figura de Lula. No texto de 14 páginas, o magistrado rebate os argumentos da defesa e diz que não vê problemas em continuar conduzindo as ações em trâmite na Justiça Federal que falam sobre o ex-presidente.

A petição dos advogados foi protocolada no dia 5 de julho. A defesa de Lula citava diversos momentos em que consideraram que Moro teria extrapolado o papel de juiz, interferindo ainda na forma como a opinião pública passaria a pensar a figura do ex-presidente. Para os advogados, Sérgio Moro perdeu a condição de imparcialidade com a qual o juiz deveria conduzir os julgamentos.


Moro começa o texto lembrando que sob a 13ª Vara Federal de Curitiba correm três inquéritos que investigam o ex-presidente. Nenhum deles, porém, tem qualquer conclusão, nem mesmo a abertura de ação penal contra Lula até o momento.

O juiz lembra que ao longo dessas três investigações, em vários momentos, ele indeferiu pedidos do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Entre eles, estaria o pedido de prisão temporária de associados de Lula e também um pedido de condução coercitiva da ex-primeira-dama, Marisa Letícia Lula da Silva.

"Então não vislumbro como se pode extrair dessas decisões ou de qualquer outra decisão interlocutória dos processos, motivada a apreciação judicial pelo requerimento das partes, causa para suspeição", diz o juiz.

A defesa de Lula questionava, por exemplo, a imparcialidade de Moro ao deferir o pedido de condução coercitiiva, realizado em março deste ano. Para os advogados, houve motivação política na decisão do juiz. "Se houve exploração política do episódio, isso não ocorreu da parte deste julgador, que, aliás, proibiu rigorosamente a utilização de algemas, a filmagem ou registro fotográfico do episódio.  Nem aparenta ter havido exploração política do episódio pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal", pontuou Moro.




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