terça, 17 de setembro de 2019


Dom, 24 de Julho de 2016 11:26

Fazendeiro acusado de matar policial federal volta para a cadeia, no Paraná


O fazendeiro Alessandro Meneghel, réu confesso do assassinato de um policial federal em Cascavel, no oeste do Paraná, voltou para a cadeia. O novo mandado de prisão foi expedido na tarde de sexta-feira (22) pelo juiz Thiago Flôres Carvalho, do Tribunal do Júri de Curitiba. Com a determinação, Meneghel, que cumpria prisão domiciliar desde julho de 2015 e era monitorado por tornozeleira eletrônica, foi levado para a cadeia pública da delegacia central da Polícia Civil. Alexandre Drummond Barbosa foi morto no dia 14 de abril de 2012 em frente a uma casa noturna de Cascavel.

A prisão preventiva e a revogação da prisão domiciliar foram pedidas pelo Ministério Público Estadual (MP-PR) por entender que o acusado não tem direito a responder o processo em liberdade. Meneghel alegou que precisava ficar em casa para cuidar da mãe que é idosa e necessita de cuidados médicos.

No entanto, os promotores alegaram que por estar atualmente morando na área rural de Toledo e a mãe em Cascavel, o fazendeiro, que é autorizado a residir nas duas casas, teria que viajar por cerca de uma hora para acudir a mãe. Em função disso, não há sentido em ter o benefício da prisão domiciliar.

O julgamento de Meneghel, que deve ir a júri popular em Curitiba a pedido da defesa, já foi adiado três vezes. Em uma delas, o advogado do ruralista abandonou o plenário, forçando o juiz a adiar a sessão. Por causa disso, o defensor foi multado em cem salários mínimos, o equivalente a quase R$ 90 mil. Desde então, novos recursos vêm sendo apresentados pela defesa e uma nova data ainda aguarda ser definida.

Em maio de 2012, MP-PR denunciou Meneghel pela morte do agente da Polícia Federal (PF). Segundo o MP-PR, o ruralista provocou o policial ainda dentro da casa noturna. Logo após tomar conhecimento que a vítima era um policial, fez uma ameaça. Em seguida, o fazendeiro deixou a casa noturna e retornou pouco depois.

Ainda de acordo com a denúncia, ele atirou contra o policial com uma pistola 9 milímetros, de dentro de um carro. Na sequência, percebendo que não havia conseguido matar, pegou uma espingarda calibre 12 e atirou novamente. O documento diz que Meneghel agiu por um "motivo torpe" e impossibilitou a defesa da vítima. O fazendeiro chegou a ser candidato a deputado estadual em 2010.




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