Qua, 17 de Agosto de 2016 10:49

Paraná: deputados ficha duvidosa...

Traiano, presidente; veja os outros Traiano, presidente; veja os outros


Polícia Federal (PF) investiga três deputados estaduais do Paraná citados na Operação Quadro Negro, que apura o desvio de dinheiro em obras de escolas realizadas pela Construtora Valor.

Ademar Traiano (PSDB), Plauto Miró (DEM) e Tiago Amaral (PSB) foram nomeados em petição protocolada pelo advogado de defesa de Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Educação, um dos acusados de participação no crime.

As fraudes envolvendo a Valor causaram prejuízo de R$ 23 milhões, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).

O pedido da defesa de Fanini é para que a ação seja transferida para a Justiça Federal, pois, segundo os advogados, só ela tem competência para julgar o caso, já que apura desvios de recursos federais.

"Trata-se, portanto, de supostos delitos praticamente em licitações promovidas pela Secretaria de Educação mediante o desvio de recursos federais. Assim, é claro o interesse da União na correta aplicação dos recursos, bem como nos supostos crimes praticados em detrimento dessas verbas", diz o advogado.

O MP discorda da defesa de Maurício Fanini. Em parecer, afirma que quem pagou a conta foi o governo estadual. Os promotores dizem que "[tendo] os valores repassados sido ressarcidos pelos cofres estaduais, não há interesse da União a justificar a deslocação da competência para o Juízo Federal".

Um documento do Ministério Público Federal (MPF), obtido pela reportagem, confirma que as investigações incluem os deputados estaduais paranaenses. A apuração foi determinada pelo Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre - só este tribunal específico pode analisar casos que envolvem deputados estaduais.

Tiago Amaral afirma que, até o momento, só que conhece o que tem sido divulgado pela imprensa a respeito do caso e diz considerar que a investigação é importante para esclarecer as denúncias. Ele ainda afirma que, se for solicitado oficialmente, vai promover os esclarecimentos necessários.

Plauto Miró diz que ainda não foi notificado sobre os novos rumos da investigação, também em nota, e reafirma a importância da apuração dos fatos para que sejam esclarecidos. Ele avalia que a participação de órgãos federais vai contribuir com as instituições e espera que os processos de apuração sejam concluídos o mais rápido possível.

Ademar Traiano disse que assegura que agiu corretamente e que as instituições devem agir na plenitude das suas competências.

O advogado de Maurício Fanini, Gustavo Scandelari, disse que não existe prova de que seu cliente tenha recebido dinheiro desviado, além do depoimento de uma ré. O advogado reafirma que, como o dinheiro era da União, o caso deve ser investigado pela Justiça Federal.

O advogado de Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, disse que sabe das investigações na Justiça Federal, mas não vai comentar o mérito.

A Secretaria Estadual de Educação informou que as investigações foram iniciadas pela própria e que tem colaborado com o trabalho da Polícia Civil, do Tribunal de Contas e do Ministério Público, que também investigam o caso.
PLAUTO MIRÓ 

 TIAGO AMARALPedro de Oliveira/ALEP

 




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