terça, 19 de novembro de 2019


Sex, 07 de Outubro de 2016 18:17

Ignorantes rebeldes sem causa. Ou, prestam-se à massa de manobra...


O número de colégios estaduais ocupados no Paraná subiu para 46 nesta sexta-feira (7). Na noite de quinta (6), estudantes do Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior e mais tradicional do estado, inciaram a ocupação do prédio da instituição. Os alunos protestam contra a medida provisória sobre a reforma do ensino médio apresentada pelo governo federal.

As ocupações dos estudantes no Paraná começaram na segunda-feira (3), quando um grupo de alunos ocupou o Colégio Arnaldo Jansen, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Desde então, outras escolas vêm sendo ocupadas. O balanço é feito pelo Movimento Ocupa Paraná. Veja a lista no final da reportagem.

Em Cascavel, no oeste, onde também há ocupações, estudantes de ao menos dez colégios estaduais fizeram protestos na manhã desta sexta. Grupos chegaram a interditar algumas avenidas. Em visita à cidade, o governador Beto Richa (PSDB) classificou as ocupações como lamentáveis e voltou a garantir que o assunto será debatido com a comunidade.

"Volto a insistir: é lamentável esse tipo de protesto. A paralisação prejudica os nossos alunos, é descabida. Começou para se manifestar contra a proposta de reforma do ensino médio do governo federal. Quanto a isso eu já gravei um vídeo para tranquilizar toda a comunidade escolar dizendo que nenhuma disciplina será fechada no Paraná. Todas que são oferecidas hoje serão mantidas", garantiu o governador.

"No dia 13 de outubro faremos audiências públicas regionais para ouvir todos e saber quais as demandas e as expectativas para a melhoria do ensino médio. Nada será feito sem ouvi-los", destacou Richa.

A secretária de Educação, Ana Seres Comin, explicou que a proposta de reforma será discutida em seminários encabeçados pelos 32 núcleos estaduais de Educação.

"A orientação é para que a opinião da comunidade escolar seja ouvida, assim como a dos pais. A medida provisória está sendo analisada e discutida internamente desde o início da semana. Nós precisamos avançar no ensino médio. Se esta medida for satisfatória, podemos acatá-la em alguns itens. Se não, vamos encaminhar essa decisão ao MEC e ao Congresso Nacional para que eles tenham conhecimento que a partir da base o Paraná tem esta posição", comentou.

A medida provisória sobre a reforma ainda terá de ser aprovada pela Câmara e peloSenado, caso contrário, perderá o efeito.

A primeira mudança importante determinada pela reforma é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

O segundo destaque da reforma será o aumento da carga horária. Ela deve ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

A intenção do MEC é incentivar o ensino em tempo integral, e para isso prevê programa específico com R$ 1,5 bilhão para incentivar que escolas adotem o ensino em tempo integral.

Em entrevista à RPC, na quinta-feira (6), o governador Beto Richa já havia afirmado que não será feita nenhuma mudança que prejudique os alunos do Paraná e acrescentou que toda a comunidade escolar deve ser ouvida.

O que a Seed diz
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que, depois das ocupações, as escolas devem apresentar um calendário com a reposição das aulas perdidas. O órgão informou ainda que está acompanhando a manifestação dos estudantes em todo o estado.

A Seed também disse que os canais de diálogo estão abertos, e que, no Paraná, qualquer alteração só será feita após os seminários que serão realizadas para discutir a proposta.

Veja a lista de todas as escolas ocupadas até as 16h50 desta sexta-feira:

Curitiba
Colégio Estadual do Colégio do Paraná
Colégio Estadual Elysio Vianna
Colégio Estadual Algacyr Maeder
Colégio Estadual Teobaldo Kletemberg

São José dos Pinhais
Colégio Estadual Elza Scherner Moro
Colégio Estadual Afonso Pena
Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen
Colégio Estadual Costa Viana
Colégio Estadual Silveira da Motta
Colégio Estadual Hebert de Souza
Colégio Estadual Chico Mendes
Colégio Estadual Juscelino K. de Oliveira
Colégio Estadual Pe. Antônio Vieira
Colégio Estadual São Cristóvão
Colégio Estadual Angelina Prado
Colégio Estadual Shirley
Colégio Estadual Guatupê
Colégio Estadual Lindaura Ribeiro
Colégio Estadual Estadual Ipê
Colégio Estadual Unidade Polo
Colégio Estadual Barro Preto
Colégio Estadual Zilda Arns

Ponta Grossa
Colégio Estadual Ana Divanir Borato
Colégio Estadual Polivalente
Colégio Estadual Regente Feijó
Colégio Estadual Epaminondas Novaes Ribas

Maringá
Colégio Estadual Brasílio Itiberê
Escola Estadual Tomaz Edison Andrade Vieira
Colégio Estadual Tânia Varella

Mandaguaçu
Colégio Estadual Parigot de Souza

Fazenda Rio Grande
Colégio Estadual Cunha Pereira
Colégio Estadual Liria Nichele
Colégio Estadual Lucy Requião

Pinhais
Colégio Estadual Arnaldo Busato
Colégio Estadual Tenente Sprenger
Colégio Estadual Prof. Daniel Rocha

Guaratuba
Colégio Estadual Dra. Zilda Arns

Toledo
Colégio Estadual Novo Horizonte

Londrina
Colégio Estadual Albino Sanches

Rio Branco do Sul
Colégio Estadual Maria da Luz Furquim

Piraquara
Colégio Estadual Romário Martins

Marechal Cândido Rondon
Colégio Estadual Frentino Sackser

Cascavel
Colégio Estadual Julia Wanderley
Colégio Estadual Castelo Branco

Arapongas
Colégio Estadual Francisco Bastos

Balsa Nova
Colégio Estadual Juventude de Santo Antônio

NR.:Em Curitiba a reportagem conversou com alunos de três escolas e nenhum dos manifestantes soube citar pontos da reforma com a qual não concordam. Outros dois entrevistados disseram que não leram o texto da proposta. Resumo: protestam por protestar, insuflados por grupo de oposição ao governo, que não querem a reforma, mas não sabem dizer por quê...




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