domingo, 15 de setembro de 2019


Seg, 17 de Outubro de 2016 09:54

Contraturno da vadiagem: professores em greve novamente


Pelo menos 50% dos professores aderiram à greve deflagrada nesta segunda-feira (17) nas escolas estaduais do Paraná, segundo avaliação da Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP- Sindicato). A expectativa é que este número cresça ao longo da semana e atinja 100% de adesão. “Hoje é um dia de visitar as escolas, de organizar o movimento, conversar com pais e alunos para consolidar o movimento. Vamos ter um balanço formal no final da tarde desta terça-feira (18), mas hoje trabalhamos com a perspectiva de adesão de 50% da categoria. Vamos trabalhar para atingir 100%”, disse a dirigente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes.

A greve dos professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná começou nesta segunda-feira por tempo indeterminado. Com a paralisação, aproximadamente um milhão de estudantes devem ficar sem aula. Segundo a APP-Sindicato, cerca de 20 mil trabalhadores já cruzaram os braços de um todo de 40 mil. “Algumas escolas estão paradas totalmente, outras de forma parcial, mas a greve deve crescer. Claro que ninguém gosta de greve, mas temos que nos mobilizar diante da falta de palavra do governador Beto Richa”, completou Marlei.

De acordo com a APP, depois do debate esgotado, a ampla maioria dos educadores decidiu em assembleias realizadas em todo o estado deflagrar a greve.“O estopim da deflagração foi o governo ter voltado atrás no seu compromisso de pagamento da data-base para janeiro de 2017, conforme conquista da última greve da categoria, enviando à Assembleia Legislativa uma proposta que suspende o pagamento do direito e condiciona o pagamento das promoções e progressões (são mais de 600 milhões em atraso) às sobras do caixa do Estado”, informa a APP-Sindicato em seu site.

Segundo o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, esta mensagem enviada à Assembleia é uma afronta à carreira dos trabalhadores em educação. “O governo do Paraná já debateu conosco, já se comprometeu e não vem sustentando suas promessas, inclusive com a proposta de retirar a nossa data-base. Somos a categoria com os mais baixos salários. Será uma greve forte nas mais de duas mil escolas do Estado do Paraná”, reforça Leão. (Com informações da Radio Banda B)





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