quinta, 12 de dezembro de 2019


Seg, 21 de Novembro de 2016 18:33

Universidade Estadual de Londrina entra na Justiça para evitar ocupações


A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, entrou na Justiça para tentar barrar novas ocupações no campus. Uma ação pede aplicação de multa para quem tentar ocupar algum prédio da universidade.

O processo está com o juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública, e a decisão deve ser divulgada ainda nesta segunda-feira (21). A ação é um mandado proibitório e ainda contempla um pedido de fixação de multa diária caso ocorra a ocupação. O processo é contra o Diretório Central dos Estudantes e 14 alunos apontados como líderes das ocupações. A UEL indica que a alegada 'greve' estudantil assumiu feições radicais, sendo conduzida por grupo de estudantes que não admite qualquer diálogo ou pensamento contrário à própria convicção absoluta.

Segundo a UEL, a ação foi motivada por ameaças de ocupações de outros prédios, dentre eles o Cesa, onde ficam cursos como direito, economia e administração.

Além dos Centros de Ensino no campus, a ação da UEL pede que ocupações também sejam proibidas em prédios externos, como a clínica odontológica e Hospital Universitário.

No único prédio que permanece ocupado, o Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca),  fitas e cartazes delimitam o acesso, mas não impedem a entrada. O Ceca foi ocupado no começo de novembro e desde então as aulas ficaram suspensas. Durante a manhã poucas pessoas apareceram no local.

No Ceca também fica a rádio da universidade, que nesta segunda-feira retomou as transmissões. Foram quase três semanas fora do ar. Manifestantes só deixaram o local após um acordo - terão espaços na programação para discutir as reivindicações. Acordo que também garantiu a desocupação da reitoria, mas não impediu que uma ação judicial fosse proposta logo em seguida.

Os alunos protestam contra medidas do governo federal que mexem com o orçamento da educação. Também cobram melhorias em cotas raciais, moradia estudantil e passe livre.

Devido às ocupações vários cursos tiveram aulas suspensas. Nesta semana uma reunião vai decidir como ficará o calendário da UEL. A universidade estuda como repor as aulas perdidas. Uma proposta quer aumentar a carga horária por dia, outra pretende esticar o ano letivo. O atual calendário, vai até o dia 31 de janeiro de 2017.

Os integrantes do movimento que comandou as ocupações na UEL divulgou uma nota oficial em que repudiam a ação proposta pela reitoria, consideram a medida arbitrária e truculenta. Os alunos negaram também qualquer tentativa de promover novas ocupações. (Do G1/PR)




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