quarta, 11 de dezembro de 2019


Qua, 23 de Novembro de 2016 18:56

Auditores fiscais também tumultuam: novamente em greve, prejudicam cargas e caminhoneiros


greve dos auditores fiscais da Receita Federal, retomada na terça-feira (22) e a operação-padrão realizada nesta quarta (23) estão emperrando a liberação de cargas para exportação e importação que passam pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Até o fim da manhã, mais de mil caminhões aguardavam liberação para seguir viagem. Houve filas na região da Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai.

A operação desta quarta faz parte do Dia Nacional de Paralisação de Aduanas, em que apenas cargas perecíveis, perigosas ou vivas são desembaraçadas. As demais devem ser liberadas em maior número apenas a partir de sexta-feira (25), observa a categoria. Nas delegacias, os trabalhos vêm sendo mantidos por apenas 30% dos servidores. As fiscalizações estão reduzidas a quase zero.

Com caminhões retidos no porto seco, o maior da América Latina, donos de transportadoras dizem estar tendo que montar estratégias para manter os contratos e evitar ainda mais prejuízos. Veículos que antes faziam duas viagens por semana entre o Brasil, Paraguai e Argentina, por exemplo, agora fazem em média uma viagem a cada 15 dias.

Com as greves, transportadores argentinos e paraguaios também acabam retendo os caminhões do outro lado da fronteira.

“Na prática, isso significa que a frota está reduzida. E, quando fechamos um contrato com uma empresa, temos 72 horas para retirar o produto. O que acontece é que desde julho, quando as paralisações começaram, estamos tendo que acumular muita coisa nos pátios, que já estão abarrotados”, observa o representante do Sindicato das Transportadoras Internacionais de Foz do Iguaçu, Paulo Bagé.

Somente de aço, diz, são mais de 4 mil toneladas esperando para serem entregues noParaguai. “O Brasil poderia estar aproveitando melhor este crescimento do país vizinho. Mas, em função deste impasse entre governo e sindicalistas, o bom momento dos paraguaios deixa de ser capitalizado por nós”, avalia ao adiantar que uma nova reunião será realizada à tarde na tentativa de se reduzir os impactos desta paralisação que seguirá até quinta (24).

No Paraná, a greve e a operação nacionais têm reflexos ainda no Porto de Paranaguá, onde também estão sendo liberadas normalmente apenas as cargas urgentes e perecíveis.

Reivindicação
Os analistas tributários protestam contra interferências na tramitação do projeto de lei 5864/16 que está em análise na Câmara dos Deputados e que propõe mudanças, entre outros, nas prerrogativas da categoria. Segundo o vice-presidente do Sindifisco de Foz do Iguaçu, Flávio Carvalho, observa que o projeto original foi modificado e retirada dos fiscais uma série de atribuições consideradas essenciais, dando espaço à ingerência política no órgão.




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