quarta, 16 de outubro de 2019


Dom, 08 de Janeiro de 2017 22:16

Estado investe R$ 69 milhões na gestão de risco de desastres


As fortes chuvas que atingiram o Litoral do Paraná no início de 2011 foram o estopim para que o Governo do Estado mudasse sua política de prevenção e resposta a desastres. Desde então, foram investidos R$ 25 milhões na área e outros R$ 44 milhões serão destinados até o final de 2017 para a modernização da infraestrutura de monitoramento e previsão hidrometeorológica, o mapeamento das áreas de risco, obras de infraestrutura nos municípios e desenvolvimento de sistemas de gestão e redução dos riscos de desastres.

Os investimentos do governo estadual fazem parte do programa de Fortalecimento e Gestão de Risco de Desastres, criado logo após o desastre de 2011. O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e integra órgãos como a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, Simepar, Instituto das Águas do Paraná, Serviço Geológico do Paraná (Mineropar) e o Instituto de Terras, Cartografia e Geociências do Paraná (ITCG). 

São três eixos de atuação: fortalecimento da infraestrutura de prevenção, com aquisição de radares, bases meteorológicas e equipamentos; investimento em conhecimento, que inclui o mapeamento das áreas de risco e revisão cartográfica do Estado; e a articulação institucional, com a ampliação das políticas de Proteção e Defesa Civil e a criação do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped).

“O Paraná se posicionou frente aos desafios das mudanças climáticas e elaborou o mais ambicioso programa de gestão de desastres do Brasil”, afirmou o coordenador do programa, José Rubel, que também coordena o setor de Mudanças Climáticas da Secretaria do Meio Ambiente. “Além de tratar dos desastres presentes, o programa prepara o Paraná para o futuro. A previsão é de que tenhamos, nos próximos anos, uma maior frequência dos eventos atmosféricos extremos”, salientou.

Para Rupel, além da preparação do Estado, a ocupação das áreas urbanas e os cuidados com os solos e rios também devem ser uma preocupação dos municípios. “Quando há chuvas intensas, os prefeitos não devem olhar para o céu e culpar São Pedro, mas observar se há drenagem do solo e uma infraestrutura adequada nas cidades”, salientou. “Grande parte dos desastres ocorre devido à ocupação inadequada do solo, à falta de cobertura florestal e à destruição das matas ciliares dos rios”, explicou.




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