quarta, 16 de outubro de 2019


Sex, 17 de Fevereiro de 2017 20:02

Adianta prender? Justiça solta 25 pessoas investigadas por desvios em pesquisas da UFPR


A Justiça mandou soltar 25 pessoas presas na Operação Research, cujo foco é o desvio de dinheiro destinado à Universidade Federal do Paraná (UFPR) para pesquisas. Todos estavam detidos temporariamente, desde a quarta-feira (15), quando a operação foi deflagrada.

Em seu despacho, publicado nesta sexta-feira (17), o juiz federal Marcos Josegrei da Silva afirma que tudo o que se pretendia esclarecer em relação a essas pessoas já foi feito e, portanto, não há justificativa para que sigam presas.

Ele também pontua que os investigados em questão não foram os líderes do esquema e, portanto, não tendem a seguir no crime. Mesmo em liberdade, todos seguem como investigados no decorrer do processo.

"Essas circunstâncias, aliadas a que o plano não foi arquitetado e conduzido diretamente por elas, não havendo, por enquanto, indicativo de que façam da prática criminosa um hábito em suas vidas, entendo por bem revogar as prisões temporárias (...)".

O juiz decidiu manter presas a secretária da pró-reitoria de Planejamento e Orçamento, Tânia Márcia Catapan, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça, chefe do setor de Orçamento e Finanças do mesmo setor. Elas são suspeitas de liderarem o esquema para o desvio de recursos.

"As tais servidoras públicas [Tânia e Conceição] parece que regularmente confundiam o conceito de bolsa enquanto acessório em que se acomodam bens e dinheiro pessoais com o de bolsa escolar enquanto prestação pecuniária a um pesquisador. Nesse cenário, utilizavam para o suas aquisições próprias os recursos da segunda quando deveriam, como todo cidadão honesto, fazer uso da primeira. No caso, a dificuldade semântica gerou uma conta, só em joias, de R$ 350 mil paga por todos os contribuintes", destaca Josegrei.

Os advogados de Tânia, Marlon Bizoni Furtado e Wesley Bezerra Pupo, afirmam que não veem sentido na manutenção de sua cliente na prisão, já que todos os esclarecimentos foram prestados. Eles dizem que impetrarão um pedido de habeas corpus nas próximas horas. O G1 não conseguiu localizar a defesa de Conceição Abadia de Abreu Mendonça.

Um outro suspeito preso foi solto logo após ser interrogado devido a problemas de saúde.

Investigações apuram repasse irregular de recursos
As investigações apuraram o repasse irregular de recursos mediante pagamentos sistemáticos, fraudulentos e milionários de bolsas a inúmeras pessoas sem vínculos com a universidade no período entre 2013 e 2016, segundo a PF.

Ainda conforme os policiais, há indícios concretos de fraudes em pagamentos de título de auxílio a pesquisadores, bolsas de estudo no país e no exterior a diversas pessoas que não tinham vínculo com a Universidade Federal do Paraná.

As cidades onde os mandados estão sendo cumpridos são CuritibaAlmirante TamandaréSão José dos Pinhais, Antonina, Francisco Beltrão e Ponta Grossa, no Paraná; Rio de Janeiro; e Campo Grande e Maracaju, no Mato Grosso do Sul.

O nome da operação, segundo a PF, é uma referência ao objetivo central das bolsas concedidas pela unidade, destinada a estudos e pesquisas pelos contemplados.

A operação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União.

O que a UFPR diz
Em nota, a UFPR disse que as suspeitas de irregularidades no pagamento de bolsas e auxílios são objeto de investigações internas na UFPR desde dezembro de 2016, quando a própria universidade também tomou a iniciativa de encaminhar o caso à Polícia Federal, para investigação criminal.




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