Sex, 03 de Março de 2017 18:22

VELHINHA DUCA... Aposentada de 80 anos é apontada como cabeça das fraudes na UFPR. Fotos dela foram apagadas nas suas páginas de rede social

Áurea deletou suas fotos na conta do Face.... Áurea deletou suas fotos na conta do Face....


 

 Uma aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) de 80 anos é apontada pela Polícia Federal (PF) como uma das três mentoras da fraude que desviou pelos menos R$ 7,3 milhões que deveriam ter custeado bolsas de estudo na instituição. Maria Áurea Roland, aposentada da universidade desde junho de 1995, foi presa com mais quatro pessoas na manhã desta sexta-feira (3) na segunda fase da Operação Research da Polícia Federal (PF).

 

Entre os presos dessa etapa, estão a filha e o genro da servidora aposentada, que trabalhava na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), onde também atuavam Conceição Abadia de Abreu Mendonça e Tânia Marcia Catapan, até então apontadas como as únicas cabeças do esquema. Conceição e Tânia também tiveram parentes presos nesta sexta.

O vínculo de Maria Áurea com algumas das pessoas que receberam recursos de bolsas, mesmo sem ter vínculo com a UFPR, já havia sido mostrado pela Gazeta do Povo antes da segunda fase da Operação Research. Entre os 29 presos preventivamente na primeira fase, no dia 15 de fevereiro, estava o filho da aposentada, Marcio Ronaldo Roland, o neto Paulo Allan Roland Bogado e o ex-genro Carlos Alberto Gali Bogado, que era casado com Gisele Aparecida Roland, que foi presa nesta sexta. O atual marido de Gisele, Jorge Luis Bina Ferreira, também foi preso na segunda fase da operação. De acordo com dados do Portal da Transparência, todos foram beneficiados com R$ 665 mil em transferências da UFPR a contas vinculadas a seus nomes.

Em depoimento prestado à PF, Marcio Ronaldo contou que a irmã e o cunhado “enriqueceram de uma hora para outra sem qualquer explicação”. Ele também relatou que viu Conceição Abadia de Abreu Mendonça, que administrava o orçamento da PRPPG, entregar pacotes, que mais tarde teria descoberto ser dinheiro, para sua irmã. A polícia identificou, após a quebra de sigilos bancários, que Maria Áurea recebeu em sua conta transferências de demais supostos bolsistas, no valor de R$ 38 mil. Mas o delegado Felipe Hayashi acredita que possa ter havido movimentação de valores em espécie. “Há indícios de que Maria Áurea agiu em conluio com as outras duas servidoras. Antigamente, ela trabalhava no mesmo setor que as duas servidores presas”, aponta o delegado.

No despacho dos mandados, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva também ressalta que a família Roland atuaria em cojunto no desvio. “Tratava-se, pelo que se pode até agora constatar, de uma espécie de empresa criminosa familiar, em que as violações à lei penal eram praticadas pelos integrantes das mesmas famílias e o costume da apropriação do dinheiro do contribuinte transmitido de geração em geração, em uma espécie de perpetuação dos valores antiéticos aprendidos nas relações de parentesco próximo. Assim, montaram uma espécie de loteria privada mensal com dinheiro público, cujos participantes integravam sempre o mesmo círculo de amigos e parentes que agiam dolosa e inescrupulosamente para serem os ‘sorteados’”, descreveu o juiz.




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