Sáb, 01 de Abril de 2017 12:25

Ponte da Amizade é liberada após manifestação contra aprovação da reeleição no Paraguai


Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, foi liberada por volta das 3h deste sábado (1º), depois que manifestantes paraguaios bloquearam a passagem de veículos em protesto contra a aprovação de uma emenda constitucional que permite a reeleição do presidente no país vizinho.

A ponte, que é principal ligação entre o Brasil e o Paraguai, havia sido fechada volta das 22h de sexta-feira (31) e ficou totalmente bloqueada por aproximadamente cinco horas, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ainda segundo a PRF, que monitora o tráfego de veículos no lado brasileiro, uma ação conjunta das equipes de controle de distúrbio da Polícia Paraguaia e da Polícia Federal dispersou as cerca de 30 pessoas que bloqueavam a ponte, na madrugada, dando fim à manifestação. Agentes da PRF estavam no local controlando o trânsito e impedindo a passagem de manifestantes paraguaios para o Brasil.

Nesta manhã, A PRF informou que a situação na ponte é normal, com um grande movimento, comum aos sábados.

Aprovação da reeleição no senado

O senado do Paraguai, dominado por partidários do presidente Horacio Cartes, aprovou na sexta-feira a reeleição presidencial, o que deflagrou incidentes entre opositores e a polícia. Manifestantes conseguiram entrar no prédio do Congresso, que fica no centro histórico de Assunção. A polícia disparou balas de borracha, e os manifestantes colocaram fogo no prédio. O canal Telefuturo transmitiu a confusão em frente ao Parlamento.

No total, 25 dos 45 senadores votaram a favor da emenda que institui a reeleição. A emenda deverá ser ratificada neste sábado pela Câmara dos Deputados, também controlada pelos governistas.

Os senadores não votaram no plenário do Senado, e sim em um gabinete do Congresso, diante da resistência de legisladores da oposição contra a medida. O presidente do Senado, Roberto Acevedo, o primeiro vice-presidente do Senado, Eduardo Petta, e outros legisladores da oposição ocuparam o plenário da Casa para impedir a votação.




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