domingo, 18 de agosto de 2019


Qua, 05 de Abril de 2017 10:45

TRF4 concede habeas corpus parcial para delegado federal preso ao dividir propina no PR

Delegado do mal... Delegado do mal...


A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, concedeu habeas corpus parcial ao delegado federal Sandro Vianna, substituindo a prisão preventiva, que é por tempo indeterminado, por medidas cautelares, em decisão desta terça-feira (4).

Vianna foi preso dia 25 de fevereiro em Londrina, no norte do Paraná, quando dividia uma propina de R$ 35 mil com um intermediador, Clodoaldo Pereira dos Santos – diretor de uma empresa de segurança conhecido como Tigrinho – que o auxiliou a extorquir o dinheiro de um empresário da cidade, segundo as investigações.

Tigrinho continua preso em Londrina e Sandro Vianna foi levado pra Brasília (DF).

Os membros da 7ª Turma do TRF4 analisaram os pedidos das defesas dos dois suspeitos presos, em sessão realizada nesta terça e decidiram, por maioria, revogar a prisão preventiva dos dois e adotar medidas cautelares.

No entanto, o extrato da ata da sessão desta terça, publicada no sistema eletrônica do TRF4, não especifica quais medidas cautelares são aplicadas aos investigados.

A decisão contraria o entendimento do desembargador federal Márcio Antônio Rocha que, em 13 de março, havia negado o habeas corpus porque considerou haver elementos de materialidade e autoria do crime de corrupção.

O que dizem as defesas

O advogado de Clodoaldo Pereira dos Santos, Antonio Marcelino Espírito Santo, informou ao G1 que ainda não teve acesso aos votos e, por isso, não sabe quais as medidas cautelares serão aplicadas ao seu cliente.

Ele afirmou que esta é a primeira decisão que vai, definitivamente, ajudar a provar o que aconteceu. Segundo o advogado, “foi uma situação preparada pelo empresário, pela suposta vítima, para se livrar de crimes que o delegado Sandro estava investigando”.

O advogado que representa Sandro Vianna, Marcelo Leal, diz que tem absoluta certeza da inocência dele. Segundo a defesa, o delegado foi vítima de tráfico de influência e isso será comprovado durante o processo.

Conforme Leal, o delegado deverá comparecer a todos os atos do processo, apresentar e atualizar o endereço, ficará afastado das atividades funcionais, teve o porte de arma proibido, e não pode ser aproximar das pessoas ligadas ao processo. Sandro Viana ainda será monitorado por tornozeleira eletrônica.




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