Sáb, 08 de Abril de 2017 13:08

Justiça continua boazinha: Ex-dirigentes da Eletronuclear presos por fraudes nas obras de Angra já estão livres...

Aqui eles meteram a mão... Aqui eles meteram a mão...


A Justiça Federal revogou a prisão preventiva de cinco presos em julho do ano passado na Operação Pripyat, que investiga fraudes nas obras da usina nuclear de Angra 3. Nesta sexta (7), o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal determinou a soltura de Luiz Antônio Amorim Soares, José Eduardo Brayner Costa Mattos, Edno Negrini, Pérsio Jordani e Luiz Messias. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), os cinco presos deixaram o complexo de Gericinó às 11h15 deste sábado (8).

Segundo o Ministério Público Federal, eles são suspeitos de envolvimento em uma organização criminosa, na qual comandavam fraudes em licitações de contratos das obras da usina nuclear de Angra 3.

Na decisão, o juiz Marcelo Bretas disse que considerou relevante o fato de que os réus Luiz Soares e Luiz Messias confessarem espontaneamente os fatos que lhes foram imputados, colaborando com a investigação e esclarecimentos dos fatos.

“Em relação aos acusados Edno Negrini e Pérsio Jordani vale ressaltar que, embora presos preventivamente, sequer eram alvos da apuração interna da Eletrobrás”, diz a decisão que ainda destacou que a manutenção da prisão não se sustenta mais, ainda que tenha sido justificada à época de sua decretação.

A investigação revelou que o ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva – preso no ano passado – teria recebido R$ 12 milhões em propinas provenientes das obras de Angra 3. O valor seria de 1% do total da obra, avaliada em R$ 1,2 bilhão.

Entre as motivações da prisão, segundo a investigação, estaria o fato terem sido usados pelo menos 27 saques não identificados e depósitos entre 2010 e 2016 nas contas dos executivos, que já tinham sido denunciados antes por corrupção e lavagem.

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