Seg, 10 de Abril de 2017 21:58

“Armadilhas foram desarmadas, e a Prefeitura voltou a funcionar”, diz Greca durante ‘balanço dos 100 dias’


Acompanhado dos secretários e dos responsáveis pela autarquias municipais, o prefeito Rafael Greca fez nesta segunda-feira (10/4) o balanço dos cem primeiros dias de seu governo. Ele destacou as dificuldades encontradas pela gestão, as primeiras ações tomadas em todas as áreas e apontou o rumo de desenvolvimento daqui para frente.

 

Greca durante a coletiva nesta manhã (Foto: Divulgação SMCS)

“Encontramos o mais grave quadro de crise financeira jamais visto em Curitiba, a cidade com falta de manutenção geral, uma emergência dramática na Saúde e a estrutura da Prefeitura inchada e ineficiente”, elencou o prefeito. “Mas retomamos obras, serviços, a conservação da cidade e montamos um Plano de Recuperação robusto. As armadilhas foram desarmadas, e a Prefeitura voltou a funcionar.”

Ao longo de cerca de uma hora, ele apresentou a principais iniciativas já implementadas (clique aqui e veja quais são) e deu entrevista para veículos de comunicação da capital, esclarecendo assuntos como transporte público e as medidas contidas no Plano de Recuperação encaminhado à Câmara Municipal.

“Vocês podem até não acreditar, mas o avião podia ter caído”, aludiu em relação à situação encontrada pela gestão. “Estamos trabalhando para mantê-lo no ar.”

Futuro mais organizado

O prefeito chamou atenção para o início das audiências públicas voltadas à confecção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do orçamento do município para 2018. Os encontros começam nesta segunda-feira. “Começamos a montar o Orçamento do ano que vem e pela primeira vez ele vai contemplar a previdência municipal”, afirmou Greca. “Na medida em que o aumento na arrecadação ocorra, também contemplaremos outros avanços.”

Boa parte dos problemas atuais tem origem no orçamento deste ano, elaborado pela gestão passada, que tem um déficit de R$ 2,1 bilhões – ou seja, não houve nenhuma previsão de lastro financeiro para cumprimento das obrigações que somadas chegam a esse valor, entre elas a implementação dos planos de carreira do funcionalismo.

“A situação nos assuntou”, disse Greca. “Como as informações nos foram sonegadas durante a transição, só no final de janeiro tivemos a real noção do que estávamos recebendo. Vivemos então o drama de ter de recolocar a cidade nos trilhos sem que a administração pública parasse. Os últimos quatro anos foram de descontrole financeiro.” (Clique aqui e veja mais sobre a crise financeira.)

Sindicatos

Representantes dos sindicatos de servidores participaram da entrevista coletiva. Eles discordam das medidas tomadas pela gestão e criticam a suspensão temporária da implementação dos planos de carreira, entre outros pontos.

Segundo o prefeito, as medidas são necessárias para evitar o colapso da Prefeitura, o que pode prejudicar até mesmo o pagamento dos salários dos servidores. “Não há plano de maldades, como dizem os sindicatos”, afirmou. “Há um pacote para evitar que a cidade vá a falência, que faltem serviços e que se atrase o salário dos servidores”, afirmou o prefeito.

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