domingo, 22 de outubro de 2017


Qui, 13 de Abril de 2017 22:34

Isto é que se chama ‘cardume de peixe grande’

Quase não couberam no espaço Quase não couberam no espaço


As delações premiadas de executivos da Odebrecht citaram algumas das figuras mais importantes da política recente no Brasil, mas nem todas já são alvos de inquéritos na Justiça. Uma das suspeitas mais comuns é a de receber ou cobrar propinas da construtora para campanhas eleitorais em troca de favores políticos. Veja a seguir quais são as suspeitas sobre os principais nomes que apareceram durante as investigações.

Com "imunidade temporária", o presidente não pode ser investigado por crimes que não aconteceram no exercício do mandato. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não o incluiu na "lista do Janot", e por consequência ele também não é alvo de inquérito da "lista de Fachin", embora seja citado em 2 deles.

Suspeitas

A ex-presidente Dilma é citada em depoimento sobre repasse de caixa 2 e irregularidades no relacionamento entre o governo federal e a Odebrecht. Como a ex-presidente não tem mais foro privilegiado, as informações foram enviadas para outras instâncias, que devem decidir se abrem investigações para apurar as informações das delações premiadas.

Suspeitas

O ex-presidente Lula é citado em 6 petições enviadas à Justiça Federal do Paraná pelo relator da Lava-Jato no STF, Edson Fachin. Os documentos não mencionam valores, datas e os crimes supostamente cometidos.

  • 8 executivos relatam que a Odebrecht teria custeado despesas do ex-presidente, como reformas em um sítio em Atibaia (SP), aquisição de imóveis para uso pessoal, instalação do Instituto Lula e pagamentos de palestras.
  • Emílio Odebrecht disse que a reforma no sítio em Atibaia (SP) custou cerca de R$ 700 mil.
  • Hilberto Mascarenhas e Alexandrino Alencar revelaram o pagamento de uma "mesada" a Frei Chico, irmão de Lula.
  • Lula se comprometeu a intermediar conversas com a então presidente Dilma. Em troca, a empreiteira apoiaria empresas do filho do ex-presidente, Luís Cláudio Lula da Silva.
  • Atuação em favor da Odebrecht na edição de medida provisória que excluía o Ministério Público Federal dos acordos de leniência e em obras da empreiteira em Angola.
  • Marcelo Odebrecht disse que destinou milhões ao "amigo", codinome referente a Lula. Ele cita primeiro R$ 35 milhões, depois fala em R$ 40 milhões. O acerto teria sido feito com o ex-ministro petista Antonio Palocci, não diretamente com Lula.
  • Marcelo Odebrecht também afirmou que Lula saiba de caixa 2 em campanhas eleitorais, mas que nunca teve negociação direta com ele.

As delações da Odebrecht acrescentaram uma investigação à lista do ex-presidente Collor, que é alvo de um total de 6 inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Ele é o único ex-presidente citado pelos executivos que ainda tem foro privilegiado. Em outros inquéritos no STF, Collor é acusado de ter recebido propina da BR Distribuidora, empresa da Petrobras.

O nome de ex-presidente e ex-senador aparece 3 vezes como um dos beneficiários de contratos na execução da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás, segundo colaboradores da Odebrecht. As informações sobre Sarney foram encaminhadas à Justiça de Goiás.

  • Pedro Leão Neto e João Ferreira relataram que, em 2008 e 2009, houve pagamento de propina a agentes públicos pela participação na construção da Ferrovia Norte-Sul. Eles citaram 4% do valor do contrato, sendo que 1% seria destinado ao grupo político de José Sarney, representado por Ulisses Assada, diretor de engenharia da empresa responsável pela obra.
  • (Com ajuda do G1/Globo)

S5 Box