Sex, 14 de Abril de 2017 13:21

Paraná tem somente sete corruptos no listão do Fachin

Governador e a vice estão lá... Governador e a vice estão lá...


 Os nome de sete políticos paranaenses aparecem em uma tabela apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Junior. No entanto, não há pedido de investigação contra nenhum dos sete citados.

A planilha detalha 642 pagamentos que teriam sido feitos via caixa dois para quase 200 políticos. Entre 2008 e 2014, há registro de R$ 246 milhões em repasses ilegais.

O documento é do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, departamento criado pela empresa para operar o repasse de quantias de propina a políticos e funcionários públicos.

Os papéis foram entregues à PGR detalham os nomes dos candidatos, os apelidos, os cargos a que eles concorreram, os valores, quem teria pedido o dinheiro e qual seria o interesse da empresa ao fazer os repasses.

No depoimento prestado aos procuradores, o ex-executivo fala o que sabia sobre os repasses.

“Eu passei o olho, identifico que são todos agentes públicos. Não conheço 20% das pessoas que estão aqui pessoalmente, mas entre meus executivos, tinham uma relação direta com esses agentes públicos e por isso pediram doações de forma ilícita para eles”, afirmou.

Os nomes aparecem na lista em ordem alfabética. Entre políticos do Paraná estão:

- Ademar Traiano (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, com o apelido “praia”. Repasse: R$ 50 mil, em 2010;

- André Vargas, ex-deputado federal pelo PT, agora sem partido e preso e já condenado na Operação Lava Jato, com o apelido “parente”. Repasse: R$ 75 mil, em 2010;

- Cida Borghetti (PP), atual vice-governadora do Paraná, com o apelido “princesa”. Repasse: R$ 50 mil reais, em 2010, ano em que foi eleita deputada federal;

- Durval Amaral, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), apelido “amarelou”. Dois pagamentos, num total de R$ 120 mil, em 2010. Nesse ano, ele foi eleito deputado estadual pelo DEM;

- Gustavo Fruet (PDT), ex-prefeito de Curitiba, com o apelido "dentuço". Dois pagamentos num total de R$ 200 mil, entre 2010 e 2012. Ele foi deputador federal até 2010, concorreu ao senado e, depois, foi eleito prefeito de Curitiba.

- Luiz Carlos Hauly (PSDB), deputado federal, com o apelido “decodificado”. Repasse: R$ 50 mil, em 2010;

- Plauto Miró (DEM), deputado estadual, com o apelido “grosseiro”. R$ 50 mil, em 2010.

Veja as informações completas da planilha na imagem abaixo:


Trecho da planilha entregue à PRG pelo ex-executivo da Odebrecht (Foto: Reprodução)

O outro lado

Em nota, a assessoria do deputado estadual Ademar Traiano disse que todas as doações recebidas durante a campanha foram dentro da lei e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

A defesa do ex-deputado André Vargas afirma que nunca recebeu qualquer pagamento irregular. Além disso, ressalta que ainda não tomou conhecimento sobre as informações que constam nesta planilha divulgada agora.

A vice-governadora Cida Borghetti nega o recebimento dos recursos citados na planilha. Ela disse, também, que não era deputada em 2010 e que, portanto, não poderia dar nenhuma contrapartida à Odebrecht. No entanto, a RPC lembra Cida foi eleita deputada federal em 2010 assumiu o mandato em 2011.

A defesa do presidente do TCE-PR Durval Amaral informou que ele está de licença do cargo e viajando. A RPC continua tentando o posicionamento de Amaral.

A assessoria do ex-prefeito de Curitiba Gustavo Fruet disse que, ao contrário do que informa a lista, em 2010, Fruet não disputou eleição de deputado, e sim de senador; e não foi eleito. E que, em 2012, a coligação recebeu de forma oficial 300 mil reais doados pela Odebrecht ao diretório nacional do PDT, e devidamente declarados. A nota diz, ainda, que Gustavo Fruet foi eleito prefeito e não assinou nenhum contrato com a empresa durante os quatro anos de mandato na Prefeitura de Curitiba.

O deputado estadual Plauto Miró disse que todas as doações que ele recebeu foram informadas à Justiça e aprovadas. Ele falou também que está à disposição da Justiça.

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