Sáb, 15 de Abril de 2017 22:26

Poloneses e ucranianos celebram a Páscoa nos parques de Curitiba


No Bosque do Papa e no Parque Tingui aconteceu a celebração da Páscoa organizada por famílias de origem polonesa e ucraniana que se reuniram para a comemoração ao estilo. Ddiversos grupos folclóricos poloneses se apresentaram no Bosque do Papa, local onde também houve almoço típico e exposição de produtos de Páscoa da comunidade polonesa.

“Saudamos as famílias de descendentes da antiga tradição polonesa e eslava, que trouxeram os alimentos para a benção e para celebrar a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. O apóstolo São Paulo, num dos seus textos mais inspirados, disse que se Cristo não houvesse ressuscitado, vã seria a nossa fé. Aqui pedimos sobre Curitiba a energia da ressurreição. Que não nos falte a esperança. E que, filhos da Luz dos Pinhais, nós  possamos fazer brilhar diante do Brasil a luz de bondade, de retidão, de trabalho, de honestidade, a luz que brilha em Curitiba. Boa Páscoa para todos”, disse o prefeito Greca no palco do Bosque do Papa. Greca lembrou ainda que na tarde do dia 5 de julho de 1980 o local recebeu a visita do então Papa João Paulo II.

No Parque Tingui, o prefeito foi recebido pelas famílias que levavam suas cestas com alimentos para serem abençoados. Ele percorreu a imensa fila que se formou diante do Memorial Ucraniano. Lá, um grupo de pessoas cantou para o prefeito uma oração de Páscoa que descreve a ressurreição de Jesus. “Esta oração traz alegria, paz e felicidade”, disse a Irmã Rosália, da Congregação Servas de Maria Imaculada. Ela explicou que, nesta época de Páscoa, os cristãos ucranianos se saúdam dizendo “Cristo ressuscitou”. Em resposta, deve-se dizer “Verdadeiramente ressuscitou”.

Antes de deixar o Parque Tingui, o prefeito cumprimentou a senhora Verônica Pyrich, que levou a cesta de alimentos da família para a benção de Páscoa. Rafael Greca falou da alegria de ter inaugurado o parque quando foi prefeito pela primeira vez. Ele também lembrou do oratório dedicado a São Miguel. “A Ucrânia tem grande parte dos seus descendentes no Paraná”, disse Greca.

Outras cidades

A festa dos poloneses e dos ucranianos reuniu pessoas de Curitiba e muita gente de outras cidades. No Parque Tingui, o prefeito cumprimentou o menino Pedro Miguel Charnei dos Santos, de 7 anos, que participa do grupo folclórico de Irati. Esta foi a primeira vez que a família veio a Curitiba para a celebração de Páscoa no Memorial Ucraniano.

A polonesa Klaudia Kantarowska Lichen Stary vive no Brasil há um ano e veio a Curitiba especialmente para matar a saudade do seu país. “Na Polônia, festas como a Páscoa e o Natal são muito importantes. A gente sempre se junta com a família e comemora muito. Como não consegui voltar para a Polônia, eu quis sentir um pouco como se estivesse em casa. Esta festa é uma ideia maravilhosa. O Brasil fica tão longe do meu país, mas fico muito feliz de ver esta festa aqui”, disse a jovem, que faz doutorado em Santa Catarina.

A pedagoga Vera Maria Trassi, que mora em Campos do Jordão, em São Paulo, veio à festa polonesa pela primeira vez há mais de 10 anos. “Gostei tanto que quis voltar agora. Foi uma cerimônia que me tocou muito. O gesto das pessoas trazerem as cestas de Páscoa para serem abençoadas e a dança folclórica me atraem”, afirmou.

Roseli e Natasha Friesen, mãe e filha, são de uma colônia de imigrantes alemães próxima a Bagé, no Rio Grande do Sul. Foi a primeira vez que elas vieram à festa de Páscoa em Curitiba. “Achei incrível a dança e a vestimenta das pessoas. E mesmo que estejamos em pleno 2017, continuem insistindo nesta tradição, com tantas crianças dançando”, comentou Natasha, que mora em São Paulo e tinha saudades de comemorar a Páscoa.

O Bosque do Papa também recebeu muitas famílias que vieram passar a tarde de sol fazendo piquenique, curtindo a companhia uns dos outros e, no caso das crianças, brincando no parquinho e correndo pela grama, entre as casas tradicionais polonesas. A coordenadora do bosque, Danuta Lisicki de Abreu, comemorou mais uma edição da festa que, segundo ela, é feita há 36 anos.

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