sábado, 18 de novembro de 2017


Sex, 12 de Maio de 2017 11:25

DELAÇÃO DOS MARQUETEIROS PETISTAS GERA NOVO REBOLIÇO; LULA SABIA DE TUDO...


 

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou 21 providências a partir das delações premiadas dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

As delações do casal não geraram nenhum novo inquérito – todas as informações foram juntadas a inquéritos em andamento ou enviadas para outras instâncias da Justiça.

Fachin determinou a retirada do sigilo das delações premiadas do casal. Os dois são investigados por indícios de terem recebido dinheiro de caixa 2 por trabalhos em campanhas eleitorais. O ministro também retirou o sigilo da delação de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.

VEJA A ÍNTEGRA DAS DELAÇÕES DE JOÃO SANTANA E MÔNICA MOURA

Nas delações, foram citados cinco políticos com foro no Supremo Tribunal Federal – os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Marta Suplicy (PMDB-SP) e os deputados Vander Loubet (PT-MS) e Zeca do PT (PT-MS).

Sobre Gleisi, o minsitro determinou a inclusão das informações em inquérito já aberto para investigar a senadora. No caso de Marta, Fachin juntou o material em pedido de abertura de inquérito com base nas delações da Odebrecht que estão sob reanálise da Procuradoria Geral da República. Em relação a Lindbergh Farias, as informações foram incluídas em pedido de abertura de inquérito feito em um desdobramento da Lava Jato que aguarda definição de novo relator.

Sobre Vander Loubet e Zeca do PT, Fachin reenviou os dados para a Procuradoria Geral da República analisar se pede ou não abertura de inquérito. Não há prazo para essa avaliação.

Todas as decisões atenderam a pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Menção feita nos depoimentos ao governador Fernando Pimentel (PT-MG) foi encaminhada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), tribunal que julga governadores – o tribunal deverá remeter as informações novamente para a Procuradoria Geral da República avaliar onde serão incluídas.

O ministro remeteu ainda citações a dez políticos sem foro, entre os quais os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva à Justiça Federal de cinco estados: Paraná, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e São Paulo. As citações enviadas se referem também ao ex-senador Delcídio do Amaral, aos ex-ministros Antônio Palocci e Patrus Ananias e ao ex-prefeito Fernando Haddad, entre outros (Francisco Rollemberg, Fernando Freire, Dr, Hélio e Gilberto Maggioni).

Citações sobre irregularidades em outros países (Panamá, Angola, El salvador e Venezuela) foram enviadas por meio de procedimento de cooperação internacional para que as autoridades desses países avaliem as informações.

ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou 21 providências a partir das delações premiadas dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

LULA SABIA DE TUDO...

O marqueteiro João Santana afirmou em delação premiada à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha conhecimento dos pagamentos "por fora" feitos à empresa dele no exterior.

Segundo João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais a presidente de Lula em 2006 e 2010 e de Dilma Rousseff em 2014, o ex-ministro Antonio Palocci sempre afirmava que as "decisões definitivas" dependiam da "palavra final do chefe".

Veja a íntegra das delações de João Santana e Monica Moura:

Santana disse ter participado de encontros com Palocci nos quais disse ter ficado "claro" que Lula "sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis [a empresa de Santana]".

"Apesar de nunca ter participado de discussões finais de preços ou contratos - tarefa de Monica Moura -, João Santana participou dos encaminhamentos iniciais e decisivos com Antonio Palocci. . Nestes encontros ficou claro que Lula sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis, porque Antonio Palocci, então Ministro da Fazenda, sempre alegava que as decisões definitivas dependiam da "palavra final do chefe”, diz trecho do documento da delação premiada de Santana.

Procurada, a assessoria do Instituto Lula afirmou: "Não vamos comentar declarações de pessoas que buscam benefícios judiciais. Delações, pela legislação brasileira, não são provas.

advogado de Palocci, José Roberto Battochio, disse: “Primeiramente, não se conhece com precisão o exato teor dessa suposta delação. Independentemente disso, é certo que nessas ‘delações à la carte’ o cardápio que se apresenta para se oferecer liberdade é sempre o nome do ex-presidente e daquele que foi o principal ministro da Economia do nosso país. É o preço que está sendo cobrado pela liberdade impune”.

Nesta quinta-feira, o ministro Edson Facchin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada do sigilo das delações premiadas do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Os dois são investigados por indícios de terem recebido dinheiro de caixa 2 por trabalhos em campanhas eleitorais. O ministro também retirou o sigilo da delação de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.

S5 Box