domingo, 19 de novembro de 2017


Sáb, 13 de Maio de 2017 11:46

Regional mais central de Curitiba, Rua da Matriz completa 20 anos nesta segunda



O entorno da Rua da Cidadania Matriz é um dos pontos mais tradicionais e movimentados de Curitiba. Pela praça Rui Barbosa, transitam cerca de 300 mil pessoas diariamente, boa parte delas embarcando e desembarcando dos ônibus das inúmeras linhas que ligam o centro aos bairros da capital.

Boa parte das pessoas que mora ou passa pela região frequenta um prédio que há 20 anos faz parte da paisagem como um importante centro de serviços para a população. Um dos principais equipamentos urbanos do Centro, a Rua da Cidadania faz aniversário nesta segunda-feira (15/5).

Para comemorar a data, haverá festa, com atividades diárias ao longo da semana (confira a programação abaixo).

Mais do que a efeméride em si, a celebração é uma forma de reconhecer a importância da estrutura para a cidade.  “A Matriz é um grande centro comercial, de encontro e de prestação de serviços de Curitiba”, diz o prefeito Rafael Greca, em cuja primeira gestão a rua foi construída, sendo inaugurada cinco meses depois do fim de seu mandato.

As Ruas da Cidadania são as sedes das administrações regionais da cidade – dez no total. Na primeira gestão do prefeito (1993-1996) foram construídas, além da Matriz, outra cinco (Boqueirão, Pinheirinho, Portão, Boa Vista e Santa Felicidade).

Elas representam a política de descentralização da administração e do atendimento à população.

“A Prefeitura tem de estar onde o povo está”, diz o prefeito. “As Ruas da Cidadania são importantes centros de prestação de serviços e de encontro em todas as regiões da cidade.”


Todos os cantos
Diferentemente das demais unidades do município, que atendem principalmente os moradores dos bairros de sua abrangência, a Matriz, por sua localização, atende gente da cidade inteira, diz a administradora da Regional, Guacira Camargo Assunção Cilovani.

Formalmente, ela atende 18 bairros, aqueles mais próximos do centro, como o nome indica. “Mas na prática vem gente de todo lugar”, conta Guacira, ressaltando que não há nenhum tipo de problema nessa característica da Regional. “Nossa função é atender a população.”

Os 24 serviços municipais, além de 350 boxes de comércio de uma feira permanente, 54 lojas e serviços como estacionamento, caixas automáticos e bancos geram um movimento permanente na Rua – próprio da região onde ela está instalada.

Nos quatro primeiros meses deste ano, a regional fez 328 mil atendimentos nos serviços municipais. Os mais procurados são o Restaurante Popular (144 mil), os serviços da Urbs (45 mil, principalmente por conta das solicitações de cartão transporte), os financeiros (40 mil, ligados aos impostos municipais), e o Armazém da Família (30 mil).


Usuários
O Armazém da unidade tem mais de 8.000 pessoas cadastradas, que podem fazer suas compras num lugar onde os preços são até 30% mais baixos que nos mercados comuns.

Entre elas está a professora aposentada Silvia Boslooper. Ela mora no Novo Mundo – um bairro da Regional Pinheirinho –, mas como frequenta o médico com frequência no centro, vai pelo menos quinzenalmente no Armazém da Matriz – uma rotina de mais de dez anos. “A qualidade dos produtos é ótima, são bem selecionados, sem falar no preço”, diz ela. “O preço faz toda a diferença.”

O comerciante aposentado Avelino Bonfim é outro que se desloca – desde a Vista Alegre – para usar os serviços da Matriz. Ele brinca que, “como cabeça branca não paga ônibus”, vale a pena vir até o Centro para almoçar pelos R$ 2,00, coisa que faz duas ou três vezes por semana. “A comida aqui é bem proveitosa”, resume o bem-humorado frequentador.


Negócios
A estrutura da Matriz também abriga o ganha pão de muitos profissionais, que são os permissionários dos quiosques internos e os comerciantes e funcionários das lojas.

Esoraide da Silva, por exemplo, faz parte do grupo original de feirantes que quando a Matriz foi aberta, migrou da feira de rua para dentro do prédio, há 20 anos.

Aos 72 nos, ela continua vendendo as mesmas coisas que vendia no tempo da rua: gorros, blusinhas, casacos de tricô e crochê – mais recentemente, criou uns enfeites para casa com garrafas pet e retalhos.

Esoraide se diz feliz da vida com a rotina puxada que leva: trabalho de segunda a sábado na Matriz e aos domingos na feirinha do Largo da Ordem.

“Isso aqui é uma terapia”, garante ela. “Os clientes são meus amigos, eu converso com todo mundo e os quiosques vizinhos cuidam um do outro – tanto que chamamos essa área de ‘corredor de ouro’ aqui da Rua da Cidadania.”

Orgulhosa de sua origem mestiça meio japonesa, meio índia, e fã do padre sertanejo Alessandro Campos, de quem exibe orgulhosa os livros e CD’s que mantém no quiosque, ela tem no centro a maior parte de sua rotina. Mora na região, frequenta todos os dias a Igreja Bom Jesus (em algumas oportunidades vai na Perpétuo Socorro, conta).  “Gosto muito daqui”, resume.

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