Qua, 17 de Maio de 2017 12:01

Ministério Público denuncia grupo suspeito de fraudar pagamento do DPVAT


O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou um empresário de Londrina, no norte do Paraná, e mais quatro pessoas suspeitas de fraudar o pagamento do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículo Automotor (DPVAT). Conforme a promotoria, o grupo teria enganado vítimas em todo o país.

Entre os denunciados está o empresário Márcio Rodrigo Cantoni, que é sócio da empresa investigada. Em setembro de 2016, Cantoni teve a prisão decretada durante uma operação policial, mas estava em viagem para o exterior. Atualmente, ele é considerado foragido.

Os promotores dizem que Márcio Cantoni e os demais denunciados teriam formado um “verdadeiro grupo criminoso que tinha como objetivo identificar e angariar vítimas de acidente de trânsito e, em seguida ingressar com ações judiciais em nome delas, por meio de procurações e documentos falsos, pedindo indenização referentes ao seguro obrigatório”.

Ainda conforme o MP-PR, sob a liderança de Márcio Cantoni, “eles teriam se apropriado indevidamente dos valores recebidos em decorrência de indenizações, deixando de repassá-los a quem de direito, provocando prejuízos às vítimas”.

O DPVAT paga indenizações que podem chegar a R$ 13.500. O Ministério Público lista pelo menos oito casos em que as vítimas de acidentes não receberam o dinheiro.

A professora Angélica de Matos conta que em 2003 foi procurada por um funcionário do escritório de Márcio Cantoni. Esse funcionário pediu documentos da família e disse que ia entrar com pedido de indenização pela morte da irmã dela, em um acidente. O seguro foi pago, mas a família até hoje não viu um centavo da indenização.

“Foi um momento bem triste, mexeu com a nossa história, com a nossa memória, com o nosso sentimento”, diz a professora.

Apontado como chefe do bando pelo MP-PR, Márcio Cantoni foi indiciado por formação de quadrilha, apropriação indébita, estelionato, posse ilegal de munição e arma, encontrada durante buscas no apto dele. Os promotores também pediram a manutenção do pedido de prisão contra o empresário. Mesmo foragido, ele continuaria cometendo crimes.

As investigações revelaram que Márcio Cantoni teria mandado mensagens orientando seus funcionários a manter ações fraudulentas de cobrança do DPVAT. Na denúncia, o a promotoria diz que a prisão dele é necessária para " frear imediatamente ações praticadas pela quadrilha". O MP-PR tem informações de que Márcio está na casa de parentes em Miami, nos Estados Unidos, e afirma que ele não demonstra interesse em se apresentar às autoridades brasileiras.

A pedido da polícia, o nome do empresário foi incluído no banco de dados da Interpol.

“Nesses países que existe esse acordo que a Interpol possa atuar, qualquer órgão policial do país pode dar ordem ao mandado de prisão. Na sequência, ele será encaminhado ao Brasil”, explicou o promotor Jorge Barreto.

O advogado do empresário Márcio Cantoni disse que não vai se manifestar sobre a denúncia. A Seguradora Líder, que administra o DPVAT, informou que denuncia constantemente para as autoridades os casos onde há suspeita de crimes. A seguradora alerta que a população não deve aceitar a ajuda de terceiros para conseguir o seguro obrigatório. O pedido do seguro é gratuito e um direito de toda a vítima de acidente de trânsito no país. (Do G1/PR)




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