quinta, 12 de dezembro de 2019


Qui, 25 de Maio de 2017 18:47

Governador diz que estado quer rescindir Parceria Público-Privada e investir em obras na PR-323


O governador Beto Richa (PSDB) disse nesta quarta-feira (24), em reunião com liderança da região noroeste, que o estado quer rescindir o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para duplicação da PR-323, entre Maringá, no norte do Paraná, e Francisco Alves, no noroeste.

Mesmo sem o encerramento do contrato, Richa disse que pretende fazer grandes investimentos na rodovia, com recursos próprios. No entanto, lideranças que participaram do encontro, disseram que não houve garantia de prazos.

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) o Consórcio Rota 323, liderado pela Odebrecht, venceu a licitação em junho de 2014. Porém, o contrato foi suspenso em setembro de 2016, porque a empreiteira não comprovou capacidade financeira para executar o serviço.

No encontro desta quarta, realizado no Palácio Iguaçu, em Curitiba, Richa explicou que o Governo cumpriu as etapas legais e administrativas da PPP, mas a empresa não viabilizou o projeto, e que ainda existem muitos entraves para o encerramento do contrato.

Mas existe a possibilidade, segundo a Procuradoria-Geral do Estado, de que a rescisão do contrato ocorra de forma amigável.

G1 tenta contato com a Odebrecht.

A PR-323, considerada uma das rodovias mais violentas do estado, registrou 59 mortes em 2016, no trecho previsto para duplicação.

A rodovia foi mencionada na delação de um ex-executivo da Odebrecht. Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, afirmou em delação premiada que os R$ 2,5 milhões supostamente doados por meio de caixa 2 para a campanha eleitoral de Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná, em 2014, seriam lançados como despesa no projeto de duplicação da PR-323.

A assessoria do governador Beto Richa informou que assuntos ligados a campanhas eleitorais devem ser tratados com os tesoureiros.

Em nota, o coordenador financeiro da campanha de reeleição de Richa, em 2014, Juraci Barbosa Sobrinho, disse que refuta qualquer denúncia baseada em ilações de que teria recebido valores não contabilizados ou de origem ilícita. Disse que as denúncias são falsas e que a prestação de contas foi aprovada pela Justiça Eleitoral.

Resultado da reunião

Aproximadamente 100 pessoas, entre lideranças empresariais, políticas e religiosas, participaram da reunião e fizeram a cobrança formal pela duplicação compelta da PR-323.

Para Sérgio Frederico, presidente da Comissão Vítimas do Descaso, que pede a duplicação da PR-323, não houve uma definição concreta de possíveis prazos para o início das obras, nem quais melhorias serão priorizadas na rodovia.

Segundo Frederico, o governo diz que precisa de segurança jurídica para dar andamento a obra com recursos próprios.

“É uma promessa, de novo, do governador, de que ele vai iniciar a duplicação até o final do ano”, declarou.

“Ele [o governador Beto Richa] falou que dinheiro não é o problema, que o governo tem caixa para iniciar a duplicação e fazer um bom trecho com recursos próprios”, contou Frederico.

Já de acordo com Rubens Pereira de Carvalho, representante da Igreja Católica e integrante da Comissão Regional pela Duplicação da PR-323, durante a reunião, as lideranças foram informadas que a obra deve começar pela duplicação de um trecho de Paiçandu até o Rio Ivaí.

“A gente está satisfeito por um ponto, porque a gente percebe que agora sai do papel, mas que temos que continuar a luta para seguir a duplicação do Rio Ivaí até Francisco Alves”, pontuou.

Outra preocupação das lideranças do noroeste é que as obras iniciem ainda nesta gestão, para que o novo governo, que assume em 2019, possa dar continuidade às obras. (Do G1/PR)




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