Sáb, 27 de Maio de 2017 12:41

Como sempre, mais um político nega envolvimento com esquema de corrupção

Como sempre, mais um político nega envolvimento com esquema de corrupção


A audiência com 10 colaboradores da Operação Pecúlio, que investiga superfaturamento e desvio de dinheiro público na Prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durou mais de 12 horas. As oitivas começaram às 13h de sexta-feira (26) e terminaram às 2h deste sábado (27).

Os depoimentos foram conduzidos sem intervalo, e o ex-prefeito Reni Pereira (PSB), acusado de ser o chefe do esquema de corrupção, acompanhou a todos. O ex-prefeito chegou a ser preso em julho de 2016.

“Nego, nego veementemente (...). Eu te garanto que a maioria das denuncias que foram feitas a minha pessoa, hoje já caíram por terra”, disse Reni Pereira. Esta foi primeira vez, desde que as irregularidades se tornaram pública, ele falou sobre as acusações.

Em abril deste ano, a Operação Pecúlio completou um ano. Os suspeitos são investigados por participação em um esquema de fraude em licitações e corrupção envolvendo contratos para obras de pavimentação e na área da saúde. Segundo a PF, estima-se que os prejuízos com o desvio de recursos públicos da prefeitura passem de R$ 30 milhões.

Além de empresários, secretários, diretores e demais servidores da administração municipal, o esquema tinha ramificações na Câmara de Foz do Iguaçu. Na quinta fase da Operação Pecúlio, foram presos 12 dos 15 vereadores da cidade.

O grupo é suspeito de receber uma espécie de “mensalinho” em troca de apoio político a projetos de interesse do então prefeito Reni Pereira.

Os depoimentos

A pedido dos delatores, que falaram na condição de testemunhas de acusação, eles não ficaram frente e frente com Reni Pereira. Eles ficaram em salas distintas no prédio da Justiça Federal, e os depoimentos foram dados por videoconferência.

De maneira geral, os delatores reafirmaram o que disseram ao assinar as colaborações premiadas. Disseram, por exemplo, que o ex-prefeito cobrou o repasse de dinheiro de empreiteiras para pagar propina exigidas por ex-vereadores e que o esquema era mantido por meio do superfaturamento na medição de obras.


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