Sex, 30 de Junho de 2017 18:05

Deu amnésia no ‘japa’ do PT....


O presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto disse não lembrar quem indicou o terreno que, segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), foi adquirido pela Odebrecht para a construção de uma nova sede do Instituto Lula. O projeto não chegou a ser executado.

“Eu na verdade não tenho lembrança disso, né? Eu não sei se fui eu que conheci alguém, mas alguém me indicou, mas eu não sei quem foi”, respondeu ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância.

Okamotto foi ouvido pela Justiça Federal do Paraná, na manhã desta sexta-feira (30), por videoconferência com São Paulo. Ele foi chamado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente do Instituto Lula afirmou ter visitado o imóvel mencionado na ação uma única vez, acompanhado de um arquiteto, de Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia e de outras pessoas. Segundo ele, o espaço foi considerado inadequado pela localização.

Ainda de acordo com a testemunha, as buscas por um imóvel continuaram, mas a entidade não mudou de endereço até a atualidade.

Okamotto negou ter conversado sobre o imóvel com o ex-ministro Antônio Palocci, o ex-assessor dele Branislav Kontic e com o pecuarista José Carlos Bumlai.

Ele também falou sobre a cessão de um terreno para a construção do Memorial da Democracia, pela Prefeitura de São Paulo. Segundo ele, o Ministério Público Estadual alegou que o município não poderia ajudar uma pessoa física a montar um museu. “Estamos nessa luta até hoje, com pouca chance de ganhar, infelizmente”, declarou.

Além de Okamotto, outras três testemunhas de defesa do ex-presidente Lula foram ouvidas nesta sexta, todas por videoconferência de São Paulo.

O processo

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Construtora Norberto Odebrecht pagou propina a Lula via aquisição do imóvel onde seria construída nova sede do Instituto Lula, em São Paulo. O valor, até novembro de 2012, foi de R$ 12.422.000, afirmam os procuradores.

Conforme a força-tarefa da Lava Jato, o valor consta em anotações de Marcelo Odebrecht, planilhas apreendidas durante as investigações e dados obtidos a partir de quebra de sigilo.

A denúncia afirma também que o ex-presidente recebeu, como vantagem indevida, a cobertura vizinha à residência onde vive em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo. De acordo com o MPF, foram usados R$ 504 mil para a compra do imóvel.

Este segundo apartamento foi adquirido no nome de Glaucos da Costamarques, que teria atuado como testa de ferro de Luiz Inácio Lula da Silva, em transação que também foi concebida por Roberto Teixeira, em nova operação de lavagem de dinheiro, conforme a denúncia.

Tanto Glaucos da Costamarques quanto Roberto Teixeira também são réus no processo.

Os procuradores afirmam que, na tentativa de dissimular a real propriedade do apartamento, Marisa Letícia chegou a assinar contrato fictício de locação com Glaucos da Costamarques.

O ex-presidente nega as acusações, e o Grupo Odebrecht tem afirmado que tem colaborado com as investigações. Instituto Lula afirmou que "nunca teve outra sede a não ser o sobrado onde funciona até hoje, adquirido em 1990 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (Ipet)".

 




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