terça, 18 de setembro de 2018


Sáb, 05 de Agosto de 2017 17:40

Conselho de Segurança da ONU impõe novas sanções à Coreia do Norte


O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade neste sábado (5) uma resolução com novas sanções à Coreia do Norte, após dois testes de mísseis balísticos intercontinentais que o país realizou em julho. Segundo a agência Reuters, as novas sanções poderão reduzir em até um terço a receita de exportação anual do país, que é de US$ 3 bilhões.

A resolução, que foi apresentada pelos Estados Unidos, proíbe as exportações norte-coreanas de carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar. O texto também proíbe que países aumentem o número de profissionais norte-coreanos que trabalham no exterior, a formação de novas joint ventures com a Coreia do Norte e qualquer novo investimento em joint venturesatuais. O resolução ainda acrescenta 9 indivíduos e 4 entidades norte-coreanas à lista negra da ONU, incluindo o principal banco de câmbio do país, sujeitando-os a congelamento global de ativos e proibição de viagem ao exterior.

Uma mulher observa uma TV de uma estação ferroviária de Seul, na Coreia do Sul, que mostra imagem de um lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte (Foto: Jung Yeon-Je / AFP Photo)

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, afirmou durante a reunião que as novas medidas implicam em ações que terão um impacto forte sobre a Coreia do Norte em resposta a uma escalada armamentícia que "tem que parar". Após a aprovação das novas sanções, Haley disse que esse é "o maior pacote econômico já aprovado contra o regime da Coreia do Norte".

Pacotes sucessivos de sanções impostos pela ONU desde um primeiro teste nuclear norte-coreano em 2006 não conseguiram dissuadir o país de desenvolver seu programa armamentista. O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes - China, Estados Unidos, França, Rússia e Reino Unido - e 10 não permanentes.

A proposta de resolução foi apresentada após um mês de negociações entre EUA e China, o principal aliado da Coreia do Norte no Conselho de Segurança, com o objetivo de tentar obter um acordo para responder ao teste de Pyongyang no início de julho. De acordo com a agência Efe, as discussões foram realizadas sob grande sigilo e avançaram muito lentamente, o que deu tempo para a Coreia do Norte testar um novo míssil balístico na semana passada.

Desde o início do processo, a Rússia se mostrou crítica, questionando a conveniência de aumentar as sanções sobre o regime norte-coreano. Moscou mantém diferenças com os países do Ocidente sobre a análise técnica dos últimos testes norte-coreanos. Enquanto a maior parte da comunidade internacional considera que os projéteis disparados são mísseis balísticos intercontinentais, capazes, por exemplo, de alcançar o Alasca, Moscou fala de foguetes de médio alcance, parecidos com outros testados anteriormente.

Testes de mísseis balísticos intercontinentais

Em 2016, a Coreia do Norte executou dois testes nucleares, que elevaram a preocupação internacional com o seu programa atômico. Desde então, Pyongyang testou vários mísseis de transporte de ogivas. O objetivo é construir um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território americano.

A rede americana CNN, citando uma fonte, afirma que os EUA acreditam que a Coreia do Norte poderá lançar um míssil balístico intercontinental (ICBM) com capacidade nuclear no início de 2018.

No dia 4 de julho, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico intercontinental que, segundo o país, era "capaz de alcançar qualquer parte do mundo". Segundo a emissora estatal KCTV, o míssil, batizado como Hwasong-14, alcançou uma altura máxima de 2.802 km e percorreu 933 km em 39 minutos e caiu no Mar do Japão. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, deu pessoalmente a ordem para lançar o projétil, disse a KCTV.

O teste representou um grande avanço dentro do programa armamentista norte-coreano, que pretende desenvolver mísseis ICBM capazes de equipar bombas nucleares e alcançar o território americano.

No dia 28 de julho, Pyongyang lançou outro míssil balístico intercontinental que percorreu 1.000 km antes de cair no Mar do Japão, em sua zona econômica exclusiva.

Os testes foram fortemente condenados pela comunidade internacional.

(DA BBC INTERNACIONAL)




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