sábado, 21 de outubro de 2017


Qui, 10 de Agosto de 2017 19:01

NORMAL: lugar de bandido(a) não é na cadeia, veja

Tadinha... Tadinha...


Justiça do Paraná anulou, nesta quarta-feira (9), a prisão preventiva de Francielle Moscaleski, de 26 anos. Ela é acusada de matar o marido, o tenente da Polícia Militar (PM) Cássio Ormond Araújo, na noite do dia 23 de julho. O crime aconteceu na casa do casal, no bairro Tarumã, em Curitiba.

A decisão foi tomada pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler. No pedido, a defesa informou que Francielle agiu em legítima defesa, já que teria sido estuprada pelo marido. Ainda de acordo com os autos, “era comum” a jovem sofrer esse tipo de violência por parte do tenente.

Francielle também solicitou à Polícia e ao Ministério Público um novo interrogatório, para que ela pudesse expor essa versão do caso, já que, nos primeiros depoimentos, a jovem estaria “sob efeitos de medicamentos”. A solicitação, no entanto, não foi atendida.

Inicialmente, a ré negou o crime e disse que o marido havia cometido suicídio. Como exames do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba descartaram essa hipótese, a jovem afirmou que disparou a arma contra o marido por acidente. A Polícia Civil, no entanto, não acredita nessa versão. Segundo as investigações, Francielle sabia manusear a arma, já que chegou a ser oficial do Corpo de Bombeiros. (Leia mais)

Na decisão tomada desta quarta, a juíza declara que, apesar de haver indícios que confirmam Francielle como autora do crime, “não há elementos suficientes para manutenção da prisão preventiva”. “Ora, o que a ré menciona é frágil, posto que muda sua versão constantemente mas, por outro lado, não há outro elemento robusto que corrobore qualquer das versões, situação que se solucionará, muito provavelmente, com a juntada aos autos dos laudos faltantes”, completa o documento. Além disso, a jovem não tem antecedentes criminais e possui residência fixa, fatores que colaboraram para a revogação da prisão.


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