terça, 10 de dezembro de 2019


Qui, 24 de Agosto de 2017 11:43

Ex-prefeito de Foz sabia e pediu que pagamentos irregulares fossem feitos, diz PF

Reni Pereira, ex-prefeito falando Reni Pereira, ex-prefeito falando


O ex-prefeito de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Reni Pereira (PSB) sabia e pediu que fossem feitos pagamentos irregulares de plantões médicos fictícios, aponta a Polícia Federal. Reni é alvo de um dos 14 mandados de condução coercitiva que devem ser cumpridos durante a 7ª fase da Operação Pecúlio, deflagrada nesta quinta-feira (24).

A atual fase investiga valores de plantões médicos fictícios lançados em benefício de uma empresa credenciada à prefeitura. Segundo a PF, as remunerações foram utilizadas para complementar os salários de agentes públicos e, em alguns casos, burlavam o limite constitucional previsto para os servidores municipais.

"Há indícios de que o ex-prefeito não só sabia como teria solicitado para que fossem efetuados alguns pagamentos fora da remuneração dos servidores", comentou o delegado Sérgio Marciel Ueda.

"Eles [os ex-vereadores e o ex-prefeito] não eram os beneficiários diretos em valores, mas claro que existe o ganho político com as eventuais irregularidades", apontou o Ueda.

O advogado de Reni, Vitor Augusto Sprada Rossetim, disse que o ex-prefeito havia denunciado as supostas irregularidades.

"Ele esclareceu alguns fatos por ele mesmo denunciados em abril de 2016 à Polícia Federal. Na época, ele trouxe suspeitas em relação a plantões médicos e a condutas de alguns servidores. Naquele momento ele pediu a instauração de um inquérito para que fossem apuradas essas condutas", destacou.

Dos 14 mandados de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, até as 10h30 dois ainda não haviam sido cumpridos.

A operação também cumpriu 12 ordens judiciais de busca e apreensão em Foz do Iguaçu. Na casa de um dos médicos os agentes apreenderam várias armas, silenciadores e munição. O responsável pelo arsenal foi preso em flagrante e deve responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. (Do G1/PR)





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