sexta, 15 de novembro de 2019


Sex, 01 de Setembro de 2017 12:51

Ministro da Saúde participou de 'venda' de cargo no governo do Paraná, diz delator da Operação Quadro Negro


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi citado em um dos depoimentos que o dono da Construtora Valor prestou ao Ministério Público Federal (MPF). A colaboração precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O empresário Eduardo Lopes de Souza, investigado por fraudes em licitações na construção de escolas do Paraná que chegam a R$ 20 milhões, fechou um acordo de delação premiada. As suspeitas são apuradas pela Operação Quadro Negro.

As informações foram divulgadas pela "Folha de S. Paulo" nesta sexta-feira (1º) e confirmadas pelo G1 e pela RPC Curitiba. O ministro negou as acusações.

"A Operação Quadro Negro já virou inquérito e ação na Justiça há mais de um ano, e não houve qualquer citação ao nome do ministro. O ministro esta à inteira disposição para esclarecimentos quando tiver acesso ao inteiro teor da suposta delação, reafirmando sua lisura no exercício da função pública", afirmou o ministro.

No depoimento, Souza afirma que Barros participou de uma “venda” de um cargo lotado no gabinete da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, que é casada com o ministro.

O cargo teria sido prometido ao irmão de Cida, Juliano Borghetti, que já foi vereador em Curitiba. O ex-vereador poderia indicar alguém para essa função na vice-governadoria. Juliano Borghetti chegou a ser preso pela Operação Quadro Negro em dezembro de 2015.

Conforme o delator, Juliano Borghetti afirmou que não poderia assumir o cargo público, pois ficou com a imagem desgastada, após se envolver em uma briga de torcidas de futebol em Joinville, em Santa Catarina.




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