Ter, 10 de Outubro de 2017 11:54

Brasil no caminho certo: Montadoras anunciam investimentos de R$ 16 bilhões (inclusive no Paraná)


Com um indício de retomada do mercado interno e um grande salto nas exportações, oito fabricantes de veículos instaladas no Brasil anunciaram nos últimos meses investimentos que chegam a um total de R$ 16,35 bilhões até 2021.

Depois de 4 anos consecutivos de queda, entre 2013 e 2016, as vendas no Brasil voltaram a crescer. De janeiro a setembro deste ano, os emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos subiram 7,4%, na comparação com o mesmo período de 2016.

De acordo com o novo presidente da Volkswagen do Brasil, o argentino Pablo Di Si, o mercado manterá ritmo de 8% a 10% ao ano até 2020, quando o total chegará 2,8 milhões de unidades - um resultado próximo ao registrado em 2008 e bem distante do recorde de 3,8 milhões de 2012.

Mas não é só esta expectativa que move as fabricantes. O verdadeiro motor da recuperação é a exportação, que saltou 55% neste ano e representa 28% da produção nacional, com recorde de 566 mil unidades até o mês passado.

Com isto, as linhas de montagem estão voltando a operar em um ritmo melhor e metade dos 12 mil funcionários que estavam com alguma restrição na jornada até julho já voltou ao trabalho. Algumas empresas contrataram mais empregados.

  • General Motors - R$ 4,5 bilhões - R$ 3,1 bilhões para as fábricas de São Caetano do Sul (SP) e Joinville (SC), e R$ 1,4 bilhão na unidade de Gravataí (RS), que vai produzir um novo veículo. O valor faz parte de um investimento total de R$ 13 bilhões entre 2014 e 2020.
  • Volkswagen - R$ 2,6 bilhões - modernização da 1ª fábrica no Brasil, no ABC paulista, para produção de novos modelos, entre eles o Polo. Faz parte de um total de R$ 7 bilhões até 2020, anunciados no ano passado.
  • Scania - R$ 2,6 bilhões - desenvolvimento de novos produtos e atualização da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) até 2020.
  • Mercedes-Benz Caminhões - R$ 2,4 bilhões - modernizar as unidades de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG) nos próximos cinco anos.
  • VW Caminhões e Ônibus (MAN) - R$ 1,5 bilhão - renovação de produtos, atualização da fábrica em Resende (RJ) entre 2017 e 2021.
  • Toyota - R$ 1 bilhão - atualização da unidade de Sorocaba (SP) para produzir o Yaris.
  • Volvo - R$ 1 bilhão - produtos e serviços da divisão de caminhões e ônibus.
  • Renault - R$ 750 milhões - R$ 350 milhões em uma nova fábrica para produção de blocos e cabeçotes de motores 1.6 e R$ 400 milhões para ampliação do complexo em São José dos Pinhais (PR).

Brasil no caminho certo (2): FMI melhora novamente as projeções de crescimento do PIB do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou novamente as projeções para a economia do Brasil neste ano, elevando também a previsão de crescimento para o próximo. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 0,3% para 0,7% e, para 2018, de 1,3% para 1,5%. As novas projeções estão no relatório divulgado nesta terça-feira (10).

No documento, o FMI destaca que um desempenho forte das exportações e uma redução no ritmo de queda da demanda interna permitiram que a economia do Brasil voltasse a crescer no começo deste ano, após oito trimestres seguidos de queda. O fundo destaca ainda o bom desempenho da agricultura, que ajudou a puxar a alta de 1% do PIB no primeiro trimestre. O fundo cita ainda como fator positivo a liberação dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No segundo trimestre, o consumo das famílias ajudou a economia a registrar crescimento de 0,2%.

No entanto, a fraqueza nos investimentos e as incertezas políticas ainda são apontadas pelo FMI como dificuldades previstas para a economia em 2018. O relatório condiciona o aumento no ritmo de crescimento a aprovação de reformas econômicas e controle dos gastos públicos. “Uma restauração gradual da confiança – com reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal sendo implementadas ao longo do tempo – deve aumentar o crescimento para 2% no médio prazo.”


 

 

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