sexta, 24 de novembro de 2017


Qua, 08 de Novembro de 2017 12:21

EUA anunciam nova série de sanções a Cuba


O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou nesta quarta (8) a implementação de novas sanções a Cuba, que atingem em especial o setor de turismo.

Pela nova regulamentação, Washington estabelece uma extensa lista de empresas, incluindo 80 hotéis da ilha, com as quais os cidadãos do país estão proibidos de efetuar transações comerciais. Sob a justificativa de que as entidades teriam ligações coms as Forças Armadas cubanas.

As mudanças, que entram em vigor na quinta-feira, também expandem a lista de autoridades cubanas impedidas de realizar transações e instauram uma política de barrar exportações para determinadas entidades cubanas, de acordo com nota do departamento.

A Casa Branca, contudo, afirmou que ainda autorizaria as transações comerciais e a maioria das viagens já reservadas antes da aplicação das novas medidas.

Segundo o Tesouro, viagens de americanos continuam permitidas para a ilha, mas deverão ser feitas obrigatoriamente em grupos, organizados por uma agência dos EUA e contar com um representante da mesma para cada grupo.

Fortalecemos as nossas políticas para Cuba para afastar a atividade econômica das forças militares cubanas e encorajar o governo [do presidente Raúl Castro] a avançar para uma maior liberdade política e econômica para o povo cubano", destacou em comunicado o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

Ataques sônicos

A ampliação das sanções havia sido adiantada por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, em junho. O mandatário havia ordenado restrições mais firmes contra Cuba, mas as novas medidas ainda mantém muitas das determinações de seu antecessor, Barack Obama, que iniciou um esforço de reaproximação diplomática e comercial com Havana em 2014.

As relações pioraram ainda mais por causa dos supostos ataques acústicos que, segundo os EUA, causaram sintomas físicos a 24 diplomatas americanos desdobrados em Havana, enquanto Cuba acusa os Estados Unidos de mentir a respeito.

Por causa desses supostos ataques, o Departamento de Estado retirou mais da metade de seu pessoal em Havana, expulsou dois terços dos funcionários da embaixada cubana em Washington e recomendou aos americanos a não viajarem para Cuba.

 

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