Qui, 23 de Novembro de 2017 12:15

Itaipu chega à marca de 2,5 bilhões de megawatts de energia gerada


A Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, comemorou nesta quarta-feira (22) a marca de 2,5 bilhões de megawatts/hora de energia gerada, desde o início das atividades, em maio de 1984. Segundo a empresa, toda essa eletricidade poderia abastecer o planeta inteiro, por um período de 40 dias.

Uma solenidade na usina, com a presença de representantes brasileiros e paraguaios, foi realizada para registrar a marca alcançada. A unidade é a maior geradora de energia elétrica do planeta, embora não tenha a maior estrutura construída.

A administração da usina é mantida pelos governos do Brasil e do Paraguai, no entanto, a maior parte da energia elétrica produzida é consumida pelos brasileiros. O Rio Paraná, que corta o oeste do estado, fazendo a fronteira com o Paraguai, é quem abastece as turbinas que geram a energia.

"A gente pretende continuar avançando. Pretendemos continuar utilizando o melhor possível a nossa água, para que a gente possa transformar essa água quase toda em energia", afirmou o diretor-geral brasileiro da usina, Luiz Fernando Leone Vianna.

Para o diretor-geral paraguaio da empresa, James Spalding, a comemoração serve para lembrar o trabalho de todos os envolvidos na usina. "Essa homenagem é para a nossa gente, é para os que já se aposentaram, é para as mais de 40 mil pessoas que trabalharam na construção da obra. E hoje, podemos ver que a Itaipu segue sendo uma referência mundial e que temos muito mais para dar", diz.

Construção diplomática

Nos anos 1970, quando a obra começou, foi preciso exercer um esforço diplomático entre Brasil e Paraguai, que ainda disputavam a posse de um trecho da fronteira, que hoje está submerso em decorrência do lago formado para a usina. A briga pela região datava do século 18.

Além disso, foi necessário um grande esforço de engenharia, pois, até então, aquela seria a maior estrutura já construída no mundo. Segundo a Itaipu, o volume de concreto usado na barragem era suficiente para levantar 210 estádios equivalentes ao Maracanã.




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