Seg, 27 de Novembro de 2017 19:24

Mais enrosco para Lula: maldição do sítio...


O Ministério Público Federal apresentou ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira (27) uma planilha que mostra supostas movimentações financeiras feitas pelo setor de propinas da Odebrecht, cujo destino seria o pagamento de obras de um sítio em Atibaia, no interior paulista.

O imóvel é objeto de um processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de receber propina da empreiteira por meio das reformas no imóvel.

A planilha foi entregue ao MPF pelo ex-funcionário da empresa, Emyr Diniz Costa Júnior, que alegou ter retirado uma cópia documento no sistema Drousys, usado pela Odebrecht para comunicação sigilosa entre os funcionários. Ele é um dos delatores ligados à empreiteira. A planilha aponta movimentações financeiras que totalizam R$ 700 mil.

Na planilha há indicações de quatro repasses de dinheiro. O documento aponta que os pagamentos foram feitos entre os dias 16 e 30 de dezembro de 2010, no último ano do governo do ex-presidente Lula. Segundo a planilha, os pagamentos foram de R$ 300.000,00, R$ 120.000,00, R$ 197.900,00 e R$ 2.100,00.

De acordo com o MPF, uma cópia idêntica do documento também foi encontrada dentro de discos rígidos que contêm cópias de todos os dados armazenados no Drousys e que foram apreendidas durante as investigações da Lava Jato.

A apuração dos procuradores também indicou que Costa Júnior foi o engenheiro responsável pelas obras no imóvel. Segundo a defesa dele, o dinheiro foi repassado quando ele atuava em outra obra, chamada de Projeto Aquapolo, uma obra de saneamento realizada na região do ABC Paulista.

Os advogados de Costa Júnior afirmam que essa planilha corrobora o que ele disse durante os depoimentos da delação premiada que firmou com a Justiça. O MPF, porém, apenas confirma ter encontrado a cópia da mesma planilha, sem fazer juízo de valor quanto à suposta prova apresentada.

Para a defesa do delator, os valores são compatíveis com as notas fiscais apresentadas pelo MPF à Justiça, como provas da suposta propina ao ex-presidente Lula.




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