sexta, 15 de dezembro de 2017


Seg, 04 de Dezembro de 2017 19:33

Produtores da RMC alertam que tem mel falso no mercado; saiba como não cair no golpe


Você sabe reconhecer a diferença entre o mel verdadeiro e aquele que não passa de um xarope de açúcar? Muita gente não sabe diferenciar um do outro e acaba sendo enganada. Os produtores de mel da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) estão preocupados com isso. É cada vez maior o número de estabelecimentos que estão vendendo mel falso com rótulo também falsificado. Os falsários usam açúcar adicionado a corantes artificiais para imitar o mel verdadeiro, aquele que vem das abelhas. Para completar o golpe, colocam nas embalagens rótulos com informações fraudadas, falsificando inclusive o rótulo do Sistema de Inspeção Federal – SIF. Por isso, o Núcleo dos Apicultores da Região Suleste do Paraná – Napisul, que reúne cerca de 40 produtores, pede que haja maior fiscalização por parte dos órgãos de Vigilância Sanitárias das prefeituras, para, assim, reprimir, esta venda clandestina.

“Mel não aceita falsificação. Eles colocam conservantes no produto falso e enganam os consumidores. Mel puro é aquele feito do néctar das abelhas e nenhum outro. Essa pirataria prejudica muito o nosso trabalho. Eles colocam um preço lá embaixo e muitos consumidores acabam levando pra casa um produto que de mel não tem nada só para pagar menos. Nós sabemos o quanto custa para produzir mel de verdade”, diz o produtor Luiz Aleixo, de Tijucas do Sul, integrante da Napisul.

Um falsificador consegue produzir até 1,3 quilo de mel pirata com um quilo de açúcar. Esse mel costuma ter gosto ruim e, com o tempo, não cristaliza no fundo da embalagem, o que indica que não é mel de verdade (saiba como reconhecer no texto abaixo).

O preço é outra pista. Segundo Aleixo, o mel embalado na associação costuma ser vendido a cerca de R$ 25,00 o quilo no atacado. No varejo, chega a ser comercializado, em média, entre R$ 30,00 e R$ 40,00. “Muito menos que isso pode saber que é falso. E se você ver também mel sendo vendido por litro, não compre. Essa é uma estratégia dos falsificadores. Mel se vende a quilo”, explica o produtor.

Os produtos mais utilizados na falsificação do mel são o açúcar, com o qual a pessoa faz um xarope, a essência de mel para dar um aroma, e o amido para dar consistência. Tudo para imitar aquilo que só as abelhas conseguem fazer.

Os produtores reclamam da falta de fiscalização. “Os departamentos de Vigilância Sanitária alegam falta de estrutura para fiscalizar, mas na é possível que este comércio seja feito livremente. Esses fraudadores chegam a colocar endereço e telefone inexistentes nos rótulos ou utilizam SIF de outro comércio, como o caso de mel com SIF de uma empresa de cosmético do interior de São Paulo. É um absurdo”, completa Aleixo.

Risco à Saúde

Falsificar e vender mel sem procedência é crime contra a economia popular, previsto pela Lei nº 1.521, de 26 de dezembro de 1951. A pena vai de seis meses a dois anos de detenção, além de multa, mesma punição para quem falsifica o selo do SIF, de acordo com o artigo 296, parágrafo 1º, inciso 1, do Código Penal, que trata da falsificação de selo ou sinal público.

Além dos prejuízos causados a produtores e comerciantes que vendem mel autêntico, a fraude traz riscos à saúde do consumidor, que compra melado em lugar de mel. As imitações costumam conter aditivos nocivos à saúde: anilina, iodo, água de rosas, baunilha, além de sacarose ou glicose industrial, acidulantes, essências químicas artificiais, corantes e estabilizantes. A maioria destas substâncias pode provocar câncer.

Agrotóxicos

Outro problema enfrentado pelos produtores é a redução do número de abelhas na natureza em função do excesso de agrotóxicos na agricultura. Quem alerta para este problema é o presidente da Napisul, Vanderlei Rocha dos Santos. “ Estamos preocupados com baixa produção de mel por causa do uso excessivo de agrotóxicos. As abelhas estão desaparecendo porque, mesmo que a aplicação do produto ocorra longe, o vento faz com que este produto tóxico se espalhe e mate muitas abelhas. Antigamente, há uns 10 anos, a gente conseguia de 30 a 40 quilos por colmeia. Hoje não passa de oito ou dez quilos. As abelhas estão sumindo”, alerta.

O que fazer para não cair no conto do mel falso?

1. Se o mel não cristaliza depois de alguns meses, com certeza é falso.
Este é o mais efetivo teste.
Todo mel puro cristaliza.
E essa cristalização ocorre mais rápido no frio.
Enfim, o mel verdadeiro, com o tempo, cristaliza.
O falso não.

2. O mel falsificado é mais líquido do que o real.
Coloque um palito no mel e, em seguida, retire-o.
O produto será verdadeiro se uma sequência ininterrupta de mel escorrer pelo palito.
Se escorrer e rapidamente parar, o mel certamente será falso.

3. Outro teste com um palito de fósforo:
Pegue um palito e (a parte da pólvora) e mergulhe no mel.
Depois, risque-o na caixa.
Se não acender, com certeza o mel é falso.
Se acender, possivelmente é verdadeiro.

4. Coloque 1 colher (sopa) de mel e três colheres (sopa) de álcool puro em um recipiente.
Aqueça esse reciente em banho-maria.
Quando estiver aquecido, mexa a mistura.
Mel de verdade vai dissolver enquanto o falso vai deixar uma mancha branca no fundo do copo.

5. Coloque algumas gotas de mel em uma folha de papel.
Se ele não é absorvido pelo papel depois de um tempo, o mel é natural.
Mel falsificado contém uma grande quantidade de água e será absorvido pelo papel imediatamente.

6. Esfregue um pouco de mel nos seus dedos.
Mel de verdade é facilmente absorvido pela pele.
Se ela se mantém pegajosa, isso significa que ele é falso e contém açúcar ou edulcorantes artificiais.

7. Coloque um pouco de mel em um copo com água.
O mel verdadeiro vai formar um coágulo e cairá no fundo do copo, enquanto o falso vai se dissolver rapidamente.

8. Ponha um pouco de mel em um pedaço de pão.
Se o pão ficar duro, o mel é completamente natural.
Se só umedecer o pedaço de pão, é falso, por causa da grande quantidade de água na sua composição.
Além dessas dicas, desconfie de mel muito barato.
Existe um custo de produção e um bom mel não pode ter um preço tão baixo.

(Do portal Banda B/Fonte das dicas: Blog Cura pela Natureza)

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