domingo, 21 de janeiro de 2018


Qui, 04 de Janeiro de 2018 10:38

'Viva - A vida é uma festa' é a animação mais emocionante da Pixar nos últimos anos


Levem lenços para assistir a “Viva - A vida é uma festa”. A 19ª animação da Pixar estreia no Brasil nesta quinta-feira (4) – em alguns cinemas, pelo menos – como uma dos mais emocionantes produzidas pelo estúdio da Disney nos últimos anos. Assista ao trailer no vídeo acima.

O filme poderia ser considerado uma versão “pixaresca” de “A viagem de Chihiro” (2003). Assim como a obra do clássico estúdio japonês Ghibli, a produção americana usa a jornada inesperada de seu jovem protagonista a um mundo espiritual para discutir questões sobre família e memória.

As semelhanças param por aí, é claro. “Viva” abandona os horrores fantásticos de sua contraparte oriental e se concentra nas cores e canções que tornaram os criadores de “Toy Story” tão conhecidos.

A viagem de Miguel

A animação é dirigida pelo veterano Lee Unkrich (“Toy Story 3”) e pelo novato Adrian Molina, também roteirista. Nela, o garoto Miguel (voz de Arthur Salerno na versão brasileira) se rebela contra sua família, na qual todas as formas de música são proibidas.

Ele acaba preso no Mundo dos Mortos, lugar onde habitam seus antepassados, e precisa retornar ao mundo real.

Para isso, o menino forma uma aliança com Héctor (Leandro Luna), um malandro em busca de ajuda para poder visitar seus entes queridos ainda vivos uma última vez.

Cores e sons

Com esta outra dimensão, a Pixar mostra sua habilidade em construir universos novos e ricos. Nele, o branco de seus habitantes esqueléticos e a escuridão da morte e do desconhecido servem de contraste com as cores escondidas em seus enfeites e criaturas mágicas.

Além dos animais, chamados de alebrijes no folclore mexicano, as canções garantirão o interesse do público infantil. “Viva” pode não ser um musical, mas utiliza com destreza suas canções, escritas por Michael Giacchino, ganhador do Oscar pela trilha de “Up: Altas aventuras” (2009).

O destaque fica com as diversas versões de “Lembre de mim”, que se adapta aos momentos da trama e consegue ir do festivo ao dolorosamente tocante sem perder a identidade. Quem não chorar em pelo menos uma de suas interpretações deve consultar seus sinais vitais. (A análise é do G1/Entretenimento)

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