Qua, 10 de Janeiro de 2018 21:10

Lobo come lobo?


O juiz César Maranhão de Loyola Furtado do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu arquivar uma denúncia contra servidores do Tribunal de Contas (TCE-PR) que envolve crimes como fraude e corrupção ativa e passiva por falta de provas.

"Sem estes elementos, não há nada que possa sustentar as alegações do Ministério Público do Paraná (MP-PR)", argumentou o juiz. Por sua vez, o MP-PR disse que já entrou com recurso.

Pasta com R$ 200 mil

Os crimes ocorreram entre 2013 e 2014. À época, o então coordenador-geral do TCE Luiz Bernardo Dias Costa foi preso por policiais em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que investigava a ampliação de licitação do prédio do órgão.

Ele foi flagrado no momento em que saída do prédio da empresa com R$ 200 mil em uma pasta. Aos policiais, ele disse que o valor referia-se a "honorários recebidos".

Os promotores do Ministério Público do Paraná (MP-PR) sustentam que o montante era propina negociada entre funcionários do TCE e empresários que teriam sido beneficiados para vencer a concorrência e construir o anexo do Tribunal de Contas, uma de mais de R$ 36 milhões.

Conversa gravada

Uma gravação telefônica feita à época da prisão de Luiz Bernardo mostra uma conversa entre o conselheiro e ex-presidente do TCE Artagão de Mattos Leão e o ex-diretor Ângelo José Bizinelli.

Na conversa, os dois estranham o fato de Costa não ter aparecido mais na empresa e citaram a possibilidade da prisão. "Diga pra ele suspender qualquer ação que tiver, qualquer ação imediatamente", disse Artagão para que Bizinelli ordenasse a Luiz Bernardo.

Em março de 2015, o TJ-PR suspendeu a denúncia e anulou as provas, inclusive a gravação telefônica e o vídeo em que Luiz Bernardo foi flagrado com a mala cheia de dinheiro.

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