Dom, 21 de Janeiro de 2018 13:50

Pelé especial no Globo Esporte...

Pelé especial no Globo Esporte...

Aos 77 anos, e com o bom humor de sempre Pelé recebeu o Esporte Espetacular e falou sobre a rivalidade Messi-Cristiano, comentou sobre sua eterna rixa com Maradona, opinou sobre a atual fase da seleção brasileira e explicou os recentes problemas físicos que tem enfrentado.

Messi ou Cristiano?

- Primeiro é triste você só ter dois jogadores do mundo todo para você poder escolher, né? Eu já citei aqui: Cruyff, Maradona, Pelé, Zico, Junior, mas em todo mundo só ter dois jogadores para se escolher, e tem o Neymar, brasileiro que está chegando aí. Eu ainda ficaria com o Messi, porque fazer gol é importante. Não tem aí nenhuma dúvida. Mas se não tiver quem prepare. Aí a bola não chega lá. Então para o meu time eu preferia o Messi.

Maradona reclamou de entrevistas que Pelé falou sobre Messi

- Teve umas entrevistas em que parece que ele ficou chateado porque eu falei que o Messi era o melhor jogador hoje. Aquele ciuminho, né? Eu falei que o Messi é o melhor jogador no momento. Ele tem até o mesmo estilo do Maradona. É de uma outra época, mas é o mesmo estilo. Eu soube que o Maradona estava chateado com isso. Aí lá na Inglaterra, no sorteio, eu nem sabia que a gente ia estar junto. Eu sabia que ia ficar lá na frente, mas antes de começar, no coquetel de apresentação dos jogadores, nós ficamos juntos. Aí o Maradona veio e me falou assim: “Você não me ama, você não gosta de mim”. Eu disse a ele: “Não, Maradona, fizeram uma pergunta e me perguntaram quem era o melhor jogando agora. Se fosse na sua época eu falava que era você”. O Maradona e o Messi são muito parecidos, perna esquerda e tudo mais. Mas me perguntaram e eu podia ter dito que o melhor jogador do mundo hoje era o Neymar. Mas o Messi está aí há quinze anos. O Neymar está começando agora, tem futuro, pode ser o melhor do mundo. Tem o Cristiano Ronaldo. Mas eu gosto do Messi. O Maradona disse assim: “Pô, pensei que você estava brabo comigo”. E ele veio me beijar, aí aparece o presidente Putin e segurou a minha mão e o Maradona veio me beijar e eu falei: “Peraí na boca não!” E virei o rosto, mas ele me beijou aqui na bochecha. Mas ele estava mesmo um pouco chateado porque eu falei do Messi. A gente sempre brinca quando a gente se encontra. O Maradona foi um excelente jogador, sem dúvida nenhuma. Um abraço, Maradona!

Fase atual da seleção brasileira

- Eu estava um pouco preocupado, um pouco triste há um tempo atrás com a seleção brasileira. Com essas mudanças, a gente não tinha uma equipe, não tinha um padrão. Às vezes era até chato porque tinha muita gozação quando a gente viajava na Europa. O pessoal falava o Brasil tal, o Brasil tal. Bom, hoje eu já estou mais tranquilo, um pouquinho mais, porque o Tite está dando confiança à equipe. Não tem uma equipe certa ainda, claro, mas já inspira confiança porque já tem uma base. E isso é muito importante em qualquer Copa do Mundo. Quem vai ganhar e quem vai perder é difícil porque Copa do Mundo tem surpresa. Mas o Brasil já está formando uma base para a Copa do Mundo.

Reagindo as gozações sobre a Seleção após o 7 a 1

- A minha desculpa era essa. Quando vinha com gozação, eu tive na Itália, na Alemanha, vinha a gozação no restaurante e eu sempre dizia: “Não dá para ganhar tudo, a gente não precisa ganhar tudo”. Como a maioria do pessoal era jovem, a minha desculpa foi sempre essa: “Vocês não eram nem nascidos”. Em 1950, o Brasil entregou a Copa para vocês porque o Brasil não quer ganhar a Copa e depois ganhamos tudo. Aí depois na outra Copa do Brasil entregamos, não quisemos ganhar, e depois vamos ganhar tudo. Então não tem o que falar, mas tem pelo menos esse argumento, né? A gente é tão bom que não precisa ganhar em casa. Mas tem muita gozação, em todo lugar. Até no Japão, onde agora o futebol é bem representado, é cheio de brasileiro, vem todo mundo no Japão perguntar: o que aconteceu? E eu falo: “Não aconteceu nada, é assim mesmo”. Aconteceu o que aconteceu em 1950 e daqui para frente é que nós vamos ver. Tem que dar chance para os outros. Eu ia falar o que? (risos)

Problemas físicos recentes no quadril e no fêmur

- Graças a Deus, agora eu estou bem. Poxa, é difícil a gente dizer exatamente o que aconteceu, mas são dois anos e meio já que eu estou nessa de melhora, volta, melhora. Até aproveito a oportunidade porque eu quero explicar. Quando eu fiz minha segunda cirurgia em Nova Iorque eu fiquei sabendo que houve um equívoco médico na primeira cirurgia que eu fui submetido. O que aconteceu é que na cabeça do fêmur foi fixado apenas um parafuso. Então como um parafuso só não fixava, ficava movendo, eu não sabia, doía muito e quando eu fui aos Estados Unidos eu fiz a segunda cirurgia e eles acharam que deveria ter sido fixo a cabeça do fêmur com três parafusos que não mexiam. Um parafuso só quando mexia não dava para cicatrizar. Então não cicatrizava e eu ficava com dor. Então era bom com três que ficava mais fixo. Então foi isso que aconteceu.

Sente dor?

- Graças a Deus não tenho dor. Uma coisa engraçada. Vou até mostrar para não ter confusão. Eu já estou começando a treinar para não ter confusão. As operações que eu tive nos ligamentos, na cabeça do fêmur e até na coluna, foram do lado direito. Porque eu punha todo o esforço no lado esquerdo, eu comecei a ficar com problemas no ligamento da perna esquerda. Então, para vocês verem que eu não estou mentindo, eu estou reforçando o joelho esquerdo (mostra um plástico em volta do joelho) porque é muito tempo sem treino. As pernas que estavam ficando boas da cirurgia, da direita, eu não tesava com potência para fazer. Eu tive que colocar a joelheira para fixar porque eu tive um esforço demasiado no ligamento da perna direita.

Vai ser convocado?

- Eu não sei, agora falando mais sério. (risos) Agora falando mais sério, eu não sei se o Tite vai me convocar. Mas eu vou estar pronto para a próxima Copa. Se Deus quiser.

Comparando épocas

- O esporte, não só o futebol, mas o esporte de uma maneira geral sempre foi muito importante para o Brasil. Nós estamos atravessando politicamente uma fase meio complicada. Eu acho até que mais complicada politicamente do que no futebol. E o Brasil, o problema maior é a gente não ter tempo de treinar a equipe. Porque os melhores jogadores brasileiros, os melhores jogadores do mundo são brasileiros, mas não estão no Brasil. Se conseguir armar a equipe como no nosso tempo, eu sempre falo: tinha excelentes jogadores, cada time tinha quatro ou cinco jogadores, mas a gente tinha também tempo de estar juntos. Eu sabia o que o Coutinho fazia, o que o Pagão fazia, sem olhar. Eu sabia o que o Tostão fazia, o que o Zito fazia sem olhar, porque a gente tinha o conjunto. O Rivelino quando pegava na bola... então isso é o que falta na seleção brasileira agora. Porque tem excelentes jogadores. Os melhores da Europa são brasileiros pô! Falta montar equipe.

Comentando os valores dos jogadores hoje em dia

- O Zito, o Pelé, o Ronaldinho. Todos esses jogadores não valiam o que vale um jogador agora. Você vê como são as coisas? Por isso que a gente está duro.

Pior momento e contusões durante a carreira

- Eu tenho que agradecer a Deus porque eu tive poucos momentos difíceis quando eu estava jogando, né? As cirurgias que eu tive, os problemas, foram quando eu estava parando, no fim da minha carreira. Mas durante a minha carreira, difícil mesmo foi qual? O de 1966. Eu vou explicar. 1962 eu me machuquei, mas depois eu pude jogar, graças a Deus, continuei. Em 1966 foi o meu sonho e isso é uma coisa que eu falei pouco, o meu sonho era chegar na Inglaterra e arrebentar porque foi o inglês que trouxe o futebol para o Brasil e eu tinha isso na cabeça. Você precisava ver o que eu treinei. O pessoal daquela época sabe. Acabava o treino e eu ficava no Maracanã correndo. A gente treinou aqui no interior também. Acabava o treino e eu ficava correndo porque eu queria chegar na Inglaterra e arrebentar. E foi a Copa em que eu me machuquei, saí da Copa e infelizmente o Brasil perdeu. Então é uma coisa que me marca muito. Quando fala em pior momento, as cirurgias, os pontapés que eu levei de argentino não compensam isso que foi uma decepção, uma coisa triste. Porque era o país do futebol, a Inglaterra, tinhamos sido campeões em 58 e 62, vou arrebentar, é a minha despedida. Eu ia me despedir. Aliás, você vê como Deus é. Nós ganhamos 1970 depois: eu queria me despedir campeão, não deu, me machuquei, eu ainda estava bem no Santos, ganhei 70, e depois quiseram que eu jogasse 74 eu falei: não, não. Deus já foi muito bom comigo, deixa eu me despedir como campeão, porque em 74 eu fui campeão com o Santos, poderia ter jogado, mas eu falei: já está bom. Deus já me deu muito prêmio já.

Aos 77 anos, e com o bom humor de sempre Pelé recebeu o Esporte Espetacular e falou sobre a rivalidade Messi-Cristiano, comentou sobre sua eterna rixa com Maradona, opinou sobre a atual fase da seleção brasileira e explicou os recentes problemas físicos que tem enfrentado.

Messi ou Cristiano?

- Primeiro é triste você só ter dois jogadores do mundo todo para você poder escolher, né? Eu já citei aqui: Cruyff, Maradona, Pelé, Zico, Junior, mas em todo mundo só ter dois jogadores para se escolher, e tem o Neymar, brasileiro que está chegando aí. Eu ainda ficaria com o Messi, porque fazer gol é importante. Não tem aí nenhuma dúvida. Mas se não tiver quem prepare. Aí a bola não chega lá. Então para o meu time eu preferia o Messi.

Maradona reclamou de entrevistas que Pelé falou sobre Messi

- Teve umas entrevistas em que parece que ele ficou chateado porque eu falei que o Messi era o melhor jogador hoje. Aquele ciuminho, né? Eu falei que o Messi é o melhor jogador no momento. Ele tem até o mesmo estilo do Maradona. É de uma outra época, mas é o mesmo estilo. Eu soube que o Maradona estava chateado com isso. Aí lá na Inglaterra, no sorteio, eu nem sabia que a gente ia estar junto. Eu sabia que ia ficar lá na frente, mas antes de começar, no coquetel de apresentação dos jogadores, nós ficamos juntos. Aí o Maradona veio e me falou assim: “Você não me ama, você não gosta de mim”. Eu disse a ele: “Não, Maradona, fizeram uma pergunta e me perguntaram quem era o melhor jogando agora. Se fosse na sua época eu falava que era você”. O Maradona e o Messi são muito parecidos, perna esquerda e tudo mais. Mas me perguntaram e eu podia ter dito que o melhor jogador do mundo hoje era o Neymar. Mas o Messi está aí há quinze anos. O Neymar está começando agora, tem futuro, pode ser o melhor do mundo. Tem o Cristiano Ronaldo. Mas eu gosto do Messi. O Maradona disse assim: “Pô, pensei que você estava brabo comigo”. E ele veio me beijar, aí aparece o presidente Putin e segurou a minha mão e o Maradona veio me beijar e eu falei: “Peraí na boca não!” E virei o rosto, mas ele me beijou aqui na bochecha. Mas ele estava mesmo um pouco chateado porque eu falei do Messi. A gente sempre brinca quando a gente se encontra. O Maradona foi um excelente jogador, sem dúvida nenhuma. Um abraço, Maradona!

Fase atual da seleção brasileira

- Eu estava um pouco preocupado, um pouco triste há um tempo atrás com a seleção brasileira. Com essas mudanças, a gente não tinha uma equipe, não tinha um padrão. Às vezes era até chato porque tinha muita gozação quando a gente viajava na Europa. O pessoal falava o Brasil tal, o Brasil tal. Bom, hoje eu já estou mais tranquilo, um pouquinho mais, porque o Tite está dando confiança à equipe. Não tem uma equipe certa ainda, claro, mas já inspira confiança porque já tem uma base. E isso é muito importante em qualquer Copa do Mundo. Quem vai ganhar e quem vai perder é difícil porque Copa do Mundo tem surpresa. Mas o Brasil já está formando uma base para a Copa do Mundo.

Reagindo as gozações sobre a Seleção após o 7 a 1

- A minha desculpa era essa. Quando vinha com gozação, eu tive na Itália, na Alemanha, vinha a gozação no restaurante e eu sempre dizia: “Não dá para ganhar tudo, a gente não precisa ganhar tudo”. Como a maioria do pessoal era jovem, a minha desculpa foi sempre essa: “Vocês não eram nem nascidos”. Em 1950, o Brasil entregou a Copa para vocês porque o Brasil não quer ganhar a Copa e depois ganhamos tudo. Aí depois na outra Copa do Brasil entregamos, não quisemos ganhar, e depois vamos ganhar tudo. Então não tem o que falar, mas tem pelo menos esse argumento, né? A gente é tão bom que não precisa ganhar em casa. Mas tem muita gozação, em todo lugar. Até no Japão, onde agora o futebol é bem representado, é cheio de brasileiro, vem todo mundo no Japão perguntar: o que aconteceu? E eu falo: “Não aconteceu nada, é assim mesmo”. Aconteceu o que aconteceu em 1950 e daqui para frente é que nós vamos ver. Tem que dar chance para os outros. Eu ia falar o que? (risos)

Problemas físicos recentes no quadril e no fêmur

- Graças a Deus, agora eu estou bem. Poxa, é difícil a gente dizer exatamente o que aconteceu, mas são dois anos e meio já que eu estou nessa de melhora, volta, melhora. Até aproveito a oportunidade porque eu quero explicar. Quando eu fiz minha segunda cirurgia em Nova Iorque eu fiquei sabendo que houve um equívoco médico na primeira cirurgia que eu fui submetido. O que aconteceu é que na cabeça do fêmur foi fixado apenas um parafuso. Então como um parafuso só não fixava, ficava movendo, eu não sabia, doía muito e quando eu fui aos Estados Unidos eu fiz a segunda cirurgia e eles acharam que deveria ter sido fixo a cabeça do fêmur com três parafusos que não mexiam. Um parafuso só quando mexia não dava para cicatrizar. Então não cicatrizava e eu ficava com dor. Então era bom com três que ficava mais fixo. Então foi isso que aconteceu.

Sente dor?

- Graças a Deus não tenho dor. Uma coisa engraçada. Vou até mostrar para não ter confusão. Eu já estou começando a treinar para não ter confusão. As operações que eu tive nos ligamentos, na cabeça do fêmur e até na coluna, foram do lado direito. Porque eu punha todo o esforço no lado esquerdo, eu comecei a ficar com problemas no ligamento da perna esquerda. Então, para vocês verem que eu não estou mentindo, eu estou reforçando o joelho esquerdo (mostra um plástico em volta do joelho) porque é muito tempo sem treino. As pernas que estavam ficando boas da cirurgia, da direita, eu não tesava com potência para fazer. Eu tive que colocar a joelheira para fixar porque eu tive um esforço demasiado no ligamento da perna direita.

Vai ser convocado?

- Eu não sei, agora falando mais sério. (risos) Agora falando mais sério, eu não sei se o Tite vai me convocar. Mas eu vou estar pronto para a próxima Copa. Se Deus quiser.

Comparando épocas

- O esporte, não só o futebol, mas o esporte de uma maneira geral sempre foi muito importante para o Brasil. Nós estamos atravessando politicamente uma fase meio complicada. Eu acho até que mais complicada politicamente do que no futebol. E o Brasil, o problema maior é a gente não ter tempo de treinar a equipe. Porque os melhores jogadores brasileiros, os melhores jogadores do mundo são brasileiros, mas não estão no Brasil. Se conseguir armar a equipe como no nosso tempo, eu sempre falo: tinha excelentes jogadores, cada time tinha quatro ou cinco jogadores, mas a gente tinha também tempo de estar juntos. Eu sabia o que o Coutinho fazia, o que o Pagão fazia, sem olhar. Eu sabia o que o Tostão fazia, o que o Zito fazia sem olhar, porque a gente tinha o conjunto. O Rivelino quando pegava na bola... então isso é o que falta na seleção brasileira agora. Porque tem excelentes jogadores. Os melhores da Europa são brasileiros pô! Falta montar equipe.

Comentando os valores dos jogadores hoje em dia

- O Zito, o Pelé, o Ronaldinho. Todos esses jogadores não valiam o que vale um jogador agora. Você vê como são as coisas? Por isso que a gente está duro.

Pior momento e contusões durante a carreira

- Eu tenho que agradecer a Deus porque eu tive poucos momentos difíceis quando eu estava jogando, né? As cirurgias que eu tive, os problemas, foram quando eu estava parando, no fim da minha carreira. Mas durante a minha carreira, difícil mesmo foi qual? O de 1966. Eu vou explicar. 1962 eu me machuquei, mas depois eu pude jogar, graças a Deus, continuei. Em 1966 foi o meu sonho e isso é uma coisa que eu falei pouco, o meu sonho era chegar na Inglaterra e arrebentar porque foi o inglês que trouxe o futebol para o Brasil e eu tinha isso na cabeça. Você precisava ver o que eu treinei. O pessoal daquela época sabe. Acabava o treino e eu ficava no Maracanã correndo. A gente treinou aqui no interior também. Acabava o treino e eu ficava correndo porque eu queria chegar na Inglaterra e arrebentar. E foi a Copa em que eu me machuquei, saí da Copa e infelizmente o Brasil perdeu. Então é uma coisa que me marca muito. Quando fala em pior momento, as cirurgias, os pontapés que eu levei de argentino não compensam isso que foi uma decepção, uma coisa triste. Porque era o país do futebol, a Inglaterra, tinhamos sido campeões em 58 e 62, vou arrebentar, é a minha despedida. Eu ia me despedir. Aliás, você vê como Deus é. Nós ganhamos 1970 depois: eu queria me despedir campeão, não deu, me machuquei, eu ainda estava bem no Santos, ganhei 70, e depois quiseram que eu jogasse 74 eu falei: não, não. Deus já foi muito bom comigo, deixa eu me despedir como campeão, porque em 74 eu fui campeão com o Santos, poderia ter jogado, mas eu falei: já está bom. Deus já me deu muito prêmio já.




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