domingo, 15 de setembro de 2019


Qua, 24 de Janeiro de 2018 17:06

Grupo alvo de operação recebia R$ 1,6 milhão por projeto aprovado na Câmara de Vereadores de Londrina

Coletiva do Gaeco Coletiva do Gaeco


O grupo investigado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) sob a suspeita de aprovar mudanças no zoneamento urbano em Londrina, no norte do Paraná, mediante pagamento de propina, recebia aproximadamente R$ 1,6 milhão por projeto aprovado na Câmara de Vereadores.

Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o serviço envolvia a realização de estudos de Impacto de Vizinhança e também o acompanhamento do projeto no Legislativo.

“Ao longo das investigações descobrimos que o comportamento desse grupo mudou. Antes, os agentes públicos faziam a solicitação de vantagem indevida diretamente aos donos de loteadoras. Depois, eles indicavam um prestador de serviço que solicitava indiretamente a propina”, explicou o delegado do Gaeco, Alan Flore.

Conforme o Gaeco, um dos vereadores investigados apresentava o prestador de serviço ao empresário interessado e o convencia a contratar o serviço.

Logo depois, essa pessoa indicada preparava um orçamento com valores que pudessem ser divididos entre integrantes do grupo criminoso.

“Na investigação, descobrimos que uma empresa que não fazia parte do esquema cobrava pelo mesmo estudo entre R$ 24 e R$ 27 mil. Esse prestador de serviço cobrava mais de R$ 1 milhão”, explicou o delegado do Gaeco.

A investigação inclui fatos que ocorreram de 2013 até 2017. O nome da operação se refere a uma zona industrial que, após mudança de zoneamento, passou a ser zona residencial.  (Do G!/Norte do Paraná)




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