domingo, 18 de fevereiro de 2018


Seg, 05 de Fevereiro de 2018 19:56

Dow Jones fecha em queda de 4,6%, maior retração diária desde 2011


A Bolsa de Valores de Nova York fechou em queda de 4,6% nesta segunda-feira (5), a maior retração diária desde agosto de 2011. O índice Dow Jones Industrial, o principal indicador do mercado, assim como os índices S&P 500 e Nasdaq despencaram uma hora antes do encerramento do pregão.

  • Dow Jones caiu 4,6%, para 24.345 pontos
  • S&P 500 recuou 4,10% para 2.648 pontos
  • Nasdaq caiu 3,78%, para 6.967 pontos

Os mercados financeiros reagem a uma eventual alta dos juros nos EUA, que afeta negativamente as bolsas de valores. Nesta segunda-feira, os títulos públicos americanos com vencimento em 10 anos, os chamados Treasuries, tiveram uma alta de juros e atingiram o maior valor desde janeiro de 2014.

O pessimismo no mercado financeiro americano também influenciou as bolsas internacionais e a cotação do dólar frente às demais moedas. A Bovespa fechou em queda de 2,59%, enquanto o dólar subiu 0,99% frente ao real.

O mercado financeiro internacional reflete ainda os dados divulgados na sexta-feira passada, que mostram que os salários avançaram 2,9% em janeiro, na comparação com o ano anterior, a maior alta em um ano registrada em 12 meses.

Esse número pode indicar que as pressões inflacionárias estão mais fortes nos EUA e influenciar as futuras decisões do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) sobre a taxa de juros americana. Uma eventual alta dos juros influencia negativamente o mercado de ações por 2 motivos:

  • o investimento em títulos americanos fica mais atrativo quando o juro aumenta, atraindo parte do capital investido em ações;
  • o custo do crédito fica mais caro para as empresas quando o juro básico sobe.

Segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, existe uma apreensão muito grande entre os investidores sobre o que vai acontecer com uma eventual alta global de juros nos Estados Unidos. “O mercado aposta que é melhor ter títulos do Tesouro dos EUA no bolso”, explica.

Ele também aponta para um possível movimento de correção após as bolsas renovarem seguidas máximas. “A combinação de bolsas batendo recordes com volatilidade em baixa não pode se manter por muito tempo”, diz.






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