Ter, 03 de Abril de 2018 11:21

PSD de Ratinho Jr aguarda posse para definir posição


A bancada do PSD do deputado estadual e pré-candidato ao governo, Ratinho Júnior, aguarda a posse da vice-governadora Cida Borghetti (PP), na próxima sexta-feira, com a renúncia do governador Beto Richa (PSDB) para disputar a eleição para o Senado, para definir se participará da base de apoio à nova administração na Assembleia Legislativa ou se vai para a oposição. Os parlamentares da sigla estão preocupados com as informações de bastidores que circulam no Centro Cívico segundo as quais que não apoiar à pré-candidatura ao governo de Cida Borghetti será tratado como oposição. Isso significaria perder cargos no governo e verbas para projetos e obras em suas bases eleitorais. 
“Não vai partir de nós ser oposição à Cida”, garantiu ontem o deputado Hussein Bakri (PSD). “Nós trabalhamos para o Beto (Richa) e para a Cida. Ajudamos o ajuste fiscal. Enquanto não tiver uma informação formal, trabalhamos com a hipótese de que somos da base”, afirmou o líder. “Tem que separar governabilidade da política. Ela pode dar um tratamento ‘AAA’ para as pessoas dela e ‘A’ para os outros”, defende Bakri. 
O parlamentar lembrou que as convenções que vão definir oficialmente candidaturas e coligações serão somente em agosto. “Imagine que o Ratinho vá para o segundo turno, com o Osmar (Dias) e o PT. Ela vai apoiar o Osmar?”, questionou Bakri. 
Oficialmente, aliados da futura governadora nega a intenção de discriminar parlamentares alinhados à pré-candidatura de Ratinho Jr. Informalmente, porém, deputados que pretendem integrar a base da nova administração admitem que o ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) – marido de Cida Borghetti e principal articulador político do grupo da vice-governadora – vem trabalhando para esvaziar a pré-candidatura de Ratinho Jr, atraindo apoios para o projeto da vice de se reeleger para o governo. 
Dança das cadeiras - Ontem, por exemplo, o deputado estadual Luiz Carlos Martins anunciou que está deixando o PSD de Ratinho Jr para se filiar ao PP – partido de Barros e de Cida Borghetti. Ele confirmou que a mudança atendeu convite do ex-ministro. Por lei, os deputados têm até o próximo sábado para  “Nestes quase quatro anos, atuei em parceria com o Governo do Paraná. Fui crítico quando necessário, mas também trabalhei junto com o governador Beto Richa em benefício dos municípios. Agora, não seria coerente adotar uma postura diferente, talvez até mesmo de oposição, diante de tudo que foi feito até aqui. Meu compromisso maior é com a população e é em nome desta aliança que tomei a decisão de trocar de legenda”, afirmou Martins.
Em compensação, o PSD de Ratinho Jr espera atrair a filiação de um bom número de parlamentares na Assembleia, mantendo a condição de maior bancada da Casa. Na semana passada, por exemplo, o primeiro-secretário da Assembleia, deputado Plauto Miró Guimarães, anunciou a decisão de deixar o Democratas para se filiar ao PSD e não integrar a base do futuro governo. O DEM havia anunciado recentemente a decisão de apoiar a pré-candidatura de Cida Borghetti. 
Pelo menos outros quatro deputados estariam negociando com a sigla de Ratinho Jr: Mauro Moraes (PSDB), Mara Lima (PSDB), Francisco Buhrer (PSDB) e Ademar Bier (PMDB). Caso essas filiações se confirmem, a bancada do partido chegaria a treze parlamentares, mantendo-se como a maior da Assembleia. Além disso, Ratinho Jr mantém influência no PSC, seu antigo partido, que tem cinco deputados na Casa e forma um bloco com o PSD. (Por Ivan Santos/Bem Paraná)



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