Sex, 13 de Abril de 2018 18:21

Prefeitura não quer Lula – e por tabela os acampados – em Curitiba; deelegados da PF e moradores do entorno também não querem...

A Prefeitura de Curitiba solicitou, nesta sexta-feira (13), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja transferido da Superintendência da Polícia Federal. O documento da Procuradoria-Geral do Município foi feito à 12ª Vara da Justiça Federal. O pedido leva em conta transtornos e problemas de segurança que vem sendo gerados com as manifestações, pró e contra Lula.

A procuradora-geral Vanessa Volpi Bellegard Palácios cita que o fato de Lula estar preso na sede da PF tem gerado transtornos aos moradores do bairro Santa Cândida e a funcionários da PF.  Ela cita ainda que a prefeitura tomou todas as medidas que estavam ao seu alcance, inclusive com o pedido de interdito proibitório, que preservava o entorno da PF e proibia a montagem de estruturas em praças e ruas da cidade. No último sábado (7), data em que o ex-presidente chegou a Curitiba, o juiz Ernani Mendes Silva Filho atendeu o pedido da Prefeitura.

“Em função do acirramento dos ânimos e também das constantes reclamações dos moradores próximos da região, a PGM solicitou a transferência do ex-presidente para ‘local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população, por ser medida de justiça'”, diz a nota da administração municipal.

Serviços prejudicados

Segundo a Prefeitura, o restabelecimento da iluminação pública em pontos da região do bairro Santa Cândida, em especial na área ocupada por manifestantes, nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal (PF), não está sendo possível devido à falta de acesso dos veículos que fazem a manutenção.  Na região há cerca de 500 pessoas acampadas permanentemente, número que chega a mil em determinadas horas do dia.

Há pelo menos 10 postes apagados no aguardo de manutenção, que integram um total de 178 ocorrências registradas na Central de Atendimento 156. Um poste ilumina a uma área equivalente a 20 metros quadrados.

Houve mudanças também na rotina de coleta de lixo das residências na área ocupada, pelo fato de o caminhão não ter passagem. Nas ruas onde não há acesso do veículo maior, a coleta está sendo feita com o suporte de uma camionete pequena. Quando isso também não é possível, o coletor segue a pé até as lixeiras das casas e retorna aos veículos carregando os resíduos, dificultando o trabalho. Já a coleta dos resíduos gerados pelos manifestantes está sendo feita sem problemas, com o depósito em local combinado com os líderes da ocupação.





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