Seg, 16 de Abril de 2018 16:45

OPAQ ainda não teve acesso a Duma; diretor diz que Síria e Rússia alegam 'problemas de segurança'


As investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) confirmaram nesta segunda-feira (16) que por "problemas de segurança" ainda não conseguiram entrar em Duma após o suposto ataque químico na região.

"A equipe ainda não se posicionou em Duma", confirmou o diretor da OPAQ, Ahmet Uzumcu, durante uma reunião de emergência dos Estados membros do Conselho Executivo. Ele acrescentou que Síria e Rússia alegaram problemas de segurança.

Segundo a embaixada da Rússia junto ao organismo, os enviados da OPAQ entrarão na cidade na quarta-feira (18) para investigar o suposto ataque químico. "Esperamos a chegada dos especialistas da OPAQ na quarta-feira", disse uma autoridade russa em entrevista coletiva na embaixada em Haia.

Para os Estados Unidos, a Rússia pode ter visitado o local do suposto ataque químico e manipulado as evidências, afirmou nesta segunda-feira o embaixador americano na OPAQ.

"Os russos podem ter visitado o local do ataque, e estamos preocupados que eles o tenham adulterado a fim de frustrar os esforços da missão da OPAQ de realizar uma investigação eficaz", afirmou Ken Ward, em uma reunião da organização em sua sede em Haia.

Reino Unido acusou a Rússia e a Síria de não permitirem a entrada da missão da Organização em Duma, cidade de Guta Oriental alvo de um suposto ataque com arma química do regime de Bashar Al-Assad. A Rússia nega.

"A Opaq chegou no sábado a Damasco. A Rússia e Síria não autorizaram ainda o acesso a Duma", declarou no Twitter a embaixadora britânica em Haia (Holanda). O Kremlin afirma que a acusação carece de fundamento, segundo a France Presse.

O ataque em que o regime sírio teria utilizado armas químicas em Duma aconteceu em 7 de abril deixou 40 mortos e dezenas feridos. Em retaliação, EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13) (horário de Brasília).

Lideradas por Washington, Paris e Londres, essas incursões de magnitude sem precedentes ocorreram apesar da presença dos investigadores da OPAQ na Síria. Eles iniciaram seu trabalho no domingo.

Grande aliado do regime sírio, Moscou prometeu "não interferir" no trabalho da missão, oficialmente convidada por Damasco, que nega qualquer responsabilidade.

Após os ataques ocidentais, as discussões diplomáticas sobre a questão síria foram retomadas.

A reunião de emergência do Conselho Executivo da OPAQ aconteceu na sede da organização em Haia. "A prioridade é fornecer os recursos à Secretaria Técnica (da OPAQ) para completar o desmantelamento do programa sírio", indicou o embaixador francês, Philippe Lalliot.

Já americanos, franceses e britânicos apresentaram na ONU um novo projeto de resolução sobre a Síria que deve ser discutido ainda hoje. O texto inclui a criação de um novo mecanismo de investigação sobre o uso de armas químicas.(Das Agências Internacionais)




Twitter - Políticos

Michel Temer


Beto Richa


Rafael Greca


Álvaro Dias


Gleisi Hoffman


Roberto Requião

S5 Box