quarta, 20 de novembro de 2019


Ter, 17 de Abril de 2018 23:20

Tempo é dinheiro; e vice-versa

O deputado estadual Ratinho Junior (PSD), pré-candidato ao governo do Paraná, deve reunir mais tempo de propaganda eleitoral em TV e rádio do que o ex-senador Osmar Dias (PDT). O Partido Verde (PV) anunciou ontem sua aliança na chapa de Ratinho. Quinto partido a entrar na base do deputado que passa a somar o apoio de 30 mil filiados e 106 vereadores, além de oito prefeitos e 11 vice-prefeito, o PV também agrega mais tempo no programa eleitoral de rádio e televisão. A soma dos cinco partidos, que já confirmaram o apoio a Ratinho Júnior – PSD, PSC, PRB, PR e PV – chega a cinco minutos de exposição em rádio e TV por dia. Com essa coligação, Ratinho conseguiria passar de 2min30s de tevê gratuita por dia. Sem o PV, Osmar Dias cairia para 2min10s na televisão. 
Herdeira da maior parte do grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB), que renunciou para se candidatar a uma das duas vagas paranaense disponíveis ao Senado em outubro, a governadora Cida Borghetti (PP), ainda lidera com folga a o ranking de exposição em mídias de massa, apesar de PSDB e PSB não terem anunciado oficialmente seu apoio à candidatura dela. Incluindo os dois, a chapa também contaria com DEM, PROS, PTB e outras siglas menores. Só de TV aberta, nesse cenário ainda eventual, Cida ficaria com mais de cinco minutos de exposição. Os tempos ainda são provisórios e dependem do lançamento de outras eventuais candidaturas. A conta final é feita pela Justiça Eleitoral, em agosto, após o registro das chapas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). 
O anúncio do apoio oficial do PV a Ratinho Júnior foi na sede do diretório estadual do partido em Curitiba. A divulgação da chapa faz de Ratinho o único candidato já com uma lista fechada de apoiadores. A reunião do PV contou com a presença da deputada federal Leandre Dal Ponte, do presidente estadual do partido no Paraná, Francisco Caetano Martin, o “Chico do PV”, e de outras lideranças de várias regiões do Paraná. A deputada Leandre disse que a decisão do PV foi baseada em um alinhamento com os princípios do partido. “Muito mais do que pensar na próxima eleição, ele vem com outros valores, com um pensamento inovador. Entendemos que a sua liderança é capaz de devolver a esperança e resgatar a confiança que a política precisa resgatar. Isto nos atraiu para a sua base”, disse. De acordo com a assessoria, com Ratinho Júnior, o PV espera fazer, no mínimo, dois deputados estaduais, dois deputados federais.

Para Osmar, alianças não são prioridades
Osmar Dias (PDT)  não quis comentar a dissidência do PV de sua provável aliança. De acordo com pessoas próximas ao ex-senador, a debandada já era esperada. O ex-prefeito Celso Dias, de Bandeirantes, no Norte do Paraná, que acompanha Osmar e tem feito papel de coordenador de campanha, afirma que a prioridade do pedetista é seu projeto de governo. Dias garante que as chapas ainda podem sofrer diversas mudanças, mas que as alianças não são fundamentais no processo. “Eu fui prefeito eleito com um partido só. Osmar está trabalhando no projeto de governo. Ele não está comentando questões relacionadas a partidos, até porque não é a prioridade dele”, garante ele.  Celso Dias afirma que a chapa provável de Osmar será formada por PDT, SDD, PPL e, talvez, Podemos, de seu irmão, senador Alvaro Dias, pré-candidato à Presidência. Osmar já teria carta branca do PDT nacional para dar palanque a seu irmão, em detrimento do pré-candidato da legenda, Ciro Gomes, ex-governador do Ceará.  Osmar também aguarda a decisão do senador Roberto Requião, do PMDB, que pode apoiá-lo ou se lançar candidato






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