quarta, 18 de setembro de 2019


Ter, 15 de Maio de 2018 10:16

Pré-candidatos no Paraná ignoram vaquinhas online

Osmar Dias, um dos pré que ainda não trata do assunto Osmar Dias, um dos pré que ainda não trata do assunto

Autorizados a partir de hoje a iniciar arrecadação para financiamento coletivo online, os partidos e pré-candidatos ao governo do Paraná ainda não dispõem das ferramentas, consideradas auxiliares na composição de caixa para as campanhas. As coligações paranaenses ainda se agarram nos recursos que virão do Fundo Eleitoral, que terá R$ 1,71 bilhão de recursos do Orçamento, e do Fundo Partidário, que ao todo tem R$ 888,7 milhões distribuídos às legendas. Liberado neste ano por meio de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser usado em campanhas, o Fundo Partidário, que também é dinheiro público, poderá ser somado ao Fundo Eleitoral. Até 2018, os recursos do fundo deveriam ser aplicados apenas nas atividades extra-eleitorais dos partidos. Outra novidade que vem dessa resolução é a permissão para que os candidatos possam financiar, com recursos próprios, 100% de suas campanhas eleitorais.
Incluindo as doações de pessoas físicas, esses quatro pilares devem compor a sustentação financeira legal das campanhas eleitorais. O financiamento por meio de “vaquinhas” online, no entanto, deve representar a menor das fatias. Novidade desta eleição, o financiamento de pessoa física pela internet é mais atrativo para partidos com histórico de militância ativa, como PT, PSOL e REDE.
O PT do Paraná, de acordo com a legislação, ainda precisa finalizar a campanha mais recente criada para financiar o acampamento de apoio ao ex-president Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. Por meio de doações online, o partido teria arrecadado média de R$ 250 mil por semana para esta campanha.
Caso haja “sobras”, o dinheiro do acampamento também poderá ser destinado à campanha eleitoral. O diretório estadual do partido, um dos que mais tem dinheiro dos fundos públicos, por ter uma das maiores representatividades na Câmara Federal, ainda não iniciou o processo específico de arrecadação de pessoa física. O presidente do PT do Paraná, Doutor Rosinha, pré-candidato ao governo, afirma que a arrecadação online para a campanha ao governo deve começar a partir do dia 1º de junho. “Ainda não temos, estamos discutindo com uma das empresas autorizadas. Agora apareceu uma segunda. Nós vamos trabalhar com esse instrumento. Nossa previsão é começar dia 1º de junho”, agenda.
Rosinha, porém, não é otimista quanto à expectativa de arrecadação. “Eu acredito que vamos ter recursos, não suficientes, mas complementares ao fundo eleitoral. A doação feita geralmente aos petistas tem caráter voluntário da militância. Mas recentemente fizemos (arrecadação de doações) para (manutenção do) Instituto Lula, foi feita uma para a vigília... O nosso público da militância é o mesmo, que tem contribuído muito. É razoável. Mas a gente não sabe se as pessoas vão conseguir continuar doando”, avalia. O site, criado pelo próprio partido, chamado Plataforma PT, informa que recebeu 5396 doações até esta segunda-feira (13) para ajudar na manutenção dos acampados e na vigília montada desde o dia 8 de abril no bairro Santa Cândida. Sobre o uso de recursos de sobras de outras campanhas, como a do acampamento, Rosinha afirma que ainda não há uma análise neste sentido. “Nós não fizemos esse debate”, disse.
Nenhum dos pré-candidatos ao governo do Paraná começou o processo de arrecadação online. O ex-senador Osmar Dias (PDT) ainda nem providenciou contato com empresas para doações. “Não tem ainda. Estamos organizando nesta semana e acredito que até semana que vem já teremos um sistema. A candidatura, isso não muda mais”, garante Paulo Bala, um dos assessores da pré-campanha de Osmar. O pedetista é um dos que já tem coligação provável para a disputa. “Já com Podemos; temos também o Solidariedade. Lá (no SD) quem assumiu foi um deputado nosso, Marcio Paulik, que era do PDT. Essas já estão encaminhadas. Agora estamos em conversa com o PPL. O PMDB também está atrás de Osmar para resolver”, disse o assessor. Mesmo mais decidido e com a pré-campanha ao governo evidente em diversos pontos do Estado, o deputado estadual Ratinho Junior (PSD), , também não providenciou o financiamento na internet. “Não temos ainda. Ainda depende de definição da coordenação da campanha”, disse o chefe de gabinete de Junior, Hudon José.
A coordenação da campanha da governadora Cida Borghetti (PP) se reuniu ontem com representantes de uma das empresas credenciadas no TSE. O nome da empresa não foi revelado. Contudo, afirma um dos coordenadores da pré-campanha, Alexandre Teixeira, secretário de Comunicação do governo, que ainda não há previsão de quando a ferramenta estará no ar. “Não estamos focados nisso, na arrecadação online. Ela vai atender mais aos partidos e coligações menores, com menos recursos.”, afirma. (Do portal Bem Paraná)




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